O estágio é uma etapa importante para estudantes que buscam experiência profissional durante a formação. Em 2026, os valores das bolsas-auxílio apresentam diferenças significativas entre regiões e áreas. A remuneração também pode mudar conforme o curso e o nível de formação.
Segundo o Guia Bolsa-Auxílio de Estágio 2026, o Sudeste continua com a maior média nacional, apesar de uma queda de 3,13%. O valor passou de R$ 2.074,05 em 2025 para R$ 2.009,09 neste ano. A pesquisa analisou vagas administradas pela Companhia de Estágios.
Valores mudam entre as regiões
Na Região Norte, ocorreu o maior crescimento registrado pelo levantamento. A média subiu 14,6%, passando de R$ 1.461,53 para R$ 1.674,80. Com esse avanço, a região ficou atrás apenas do Sudeste entre as cinco regiões avaliadas.
O Sul também teve aumento, mas de apenas 2,38% no período analisado. A bolsa média passou de R$ 1.599,69 para R$ 1.637,83. Já Nordeste e Centro-Oeste apresentaram reduções, chegando a R$ 1.562,51 e R$ 1.511,69, respectivamente.
Financeiro e tecnologia pagam mais
A bolsa-auxílio não possui um valor mínimo nacional estabelecido pela Lei 11.788/2008. O pagamento é obrigatório quando o estágio não é obrigatório, mas a quantia pode variar conforme oferta, demanda, região e curso. Por isso, estudantes encontram valores bastante diferentes.
Entre as áreas pesquisadas, o setor financeiro apresentou a maior média, de R$ 3.055,62. Bancos de investimentos aparecem depois, com R$ 2.889,10, enquanto tecnologia registrou média de R$ 2.746,49. Indústria farmacêutica, moda e óleo e gás tiveram valores menores.

Benefícios também pesam na escolha
Nos cursos de graduação, Enfermagem chamou atenção pelo avanço da remuneração ao longo da formação. Entre o terceiro e o quinto ano, a média chegou a R$ 2.423,69. Economia, Ciência da Computação e Secretariado Executivo também aparecem entre as áreas com bolsas mais elevadas.
Nos cursos técnicos, Informática apresentou média de R$ 1.710,81, seguida por Agronegócio e Secretariado, ambos com R$ 1.600. Já Contabilidade, Edificações e Nutrição registraram algumas das menores médias do levantamento.









