A Marinha do Brasil participa, desde 13 de agosto, do exercício combinado FRATERNO XXXIX, realizado na Argentina. A operação reúne a nova Fragata Tamandaré, a veterana Fragata União e o submarino Humaitá. Também participam o Navio Guillobel e dois helicópteros AH-11B.
As atividades seguem até 24 de agosto e utilizam as regiões de Puerto Belgrano e Mar del Plata como pontos de apoio. O treinamento envolve áreas marítimas próximas às duas localidades. A programação busca aperfeiçoar a atuação conjunta e a comunicação entre as forças navais dos dois países.
Nova fragata participa ao lado de navio veterano
A presença da Tamandaré chama atenção por representar uma nova fase da Esquadra brasileira. Incorporada em abril de 2026, a embarcação integra o programa de renovação dos navios de superfície da Marinha. Ela foi projetada para missões de defesa antiaérea, guerra antissubmarino e operações de superfície.
No mesmo exercício está a União, pertencente à classe Niterói e construída décadas atrás. A participação simultânea das duas fragatas permite colocar diferentes gerações de equipamentos em um mesmo cenário operacional. Isso também favorece o treinamento das tripulações em procedimentos de coordenação e emprego.
O submarino Humaitá acrescenta uma dimensão importante às manobras. Integrante do Programa de Desenvolvimento de Submarinos, o meio pode atuar em cenários de guerra antissubmarino. A presença do navio Guillobel também permite desenvolver procedimentos relacionados ao apoio e à segurança de operações submarinas.

Helicópteros ampliam capacidade dos navios
Dois helicópteros AH-11B completam o destacamento brasileiro na Argentina. As aeronaves modernizadas possuem sistemas atualizados de navegação, comunicação e guerra eletrônica. Em operações navais, também podem ampliar a capacidade de reconhecimento e atuar em missões contra ameaças de superfície e submarinas.
O FRATERNO é realizado anualmente por Brasil e Argentina desde 1978. Nesta edição, as atividades ocorrem dentro da Zona Econômica Exclusiva argentina e nas áreas próximas às bases utilizadas pelas forças participantes. O exercício busca aumentar a interoperabilidade e aperfeiçoar operações conjuntas.









