Um novo método de fraude utiliza antenas clandestinas para interferir no sinal dos celulares. Os equipamentos conseguem enviar SMS falsos para pessoas próximas. As mensagens podem prometer crédito, ganhos em apostas ou confirmar compras inexistentes.
Desde 2025, a Anatel apreendeu 11 antenas desse tipo, sendo nove em São Paulo e duas no Rio de Janeiro. A agência suspeita que a prática também esteja presente em outras regiões. Os equipamentos podem alcançar milhares de aparelhos em áreas de grande circulação.
Como funciona a fraude
As chamadas ERBs fakes exploram uma vulnerabilidade da antiga rede 2G. O equipamento interfere no sinal legítimo e pode fazer o celular abandonar conexões mais modernas. Com isso, o aparelho fica exposto à rede clandestina utilizada pelos criminosos.
A estratégia permite disparar mensagens para aparelhos localizados em um raio aproximado de dois quilômetros. Segundo a Anatel, uma única antena pode enviar até 100 mil SMS fraudulentos por dia. Os criminosos costumam instalar os equipamentos em locais movimentados e por períodos curtos.
Os aparelhos podem custar mais de R$ 100 mil e exigem conhecimento técnico para serem operados. Em alguns casos, a estrutura inclui transmissor e computador responsável pelo envio das mensagens. Há registros de equipamentos instalados até dentro de veículos para atingir regiões congestionadas.

Anatel investiga equipamentos clandestinos
As operadoras costumam identificar interferências e comunicar o problema à Anatel. Técnicos utilizam analisadores de espectro para localizar a origem do sinal irregular. A busca pode demorar, principalmente quando os criminosos escondem os equipamentos em imóveis.
Após encontrar o ponto exato, a Anatel aciona as autoridades policiais para realizar a apreensão. A utilização clandestina desses equipamentos é proibida no Brasil. A prática pode resultar em detenção de dois a quatro anos e multa, com agravamento quando houver danos a terceiros.









