As canetas emagrecedoras utilizadas no tratamento da obesidade ainda não fazem parte da lista de medicamentos distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar disso, o Ministério da Saúde vem analisando alternativas para viabilizar a incorporação dessas terapias no futuro. O principal desafio continua sendo o impacto financeiro.
Embora o tratamento medicamentoso ainda não esteja disponível na rede pública, o tema ganhou força nos últimos meses. A redução dos preços de alguns medicamentos e o avanço dos registros na Anvisa ampliaram as discussões. Especialistas avaliam que o cenário atual é mais favorável do que em anos anteriores.
Queda nos preços fortalece discussão
Em 2025, o fim da patente da semaglutida permitiu que laboratórios brasileiros passassem a desenvolver versões próprias do princípio ativo. Com o aumento da concorrência, a expectativa é de redução significativa nos preços. Esse fator pode influenciar futuras decisões sobre a adoção do medicamento pelo SUS.
Nos últimos meses, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou novos registros de medicamentos à base de semaglutida. Além disso, diversos pedidos seguem em análise. A ampliação da oferta no mercado nacional é considerada um passo importante para tornar esses tratamentos mais acessíveis.

Estudos e critérios para uma possível incorporação
No ano passado, pedidos para incorporar medicamentos contra obesidade foram rejeitados devido ao elevado impacto orçamentário estimado. Agora, com custos menores e novas propostas apresentadas ao Governo Federal, o tema voltou à pauta. A expectativa é que novas análises sejam realizadas pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS.
O Ministério da Saúde iniciou um projeto-piloto em um hospital de Porto Alegre para avaliar o uso da semaglutida em pacientes com obesidade grave. O estudo acompanha pessoas que aguardam cirurgia bariátrica. O objetivo é medir os resultados clínicos e os custos da terapia na realidade do sistema público.









