O mercado financeiro voltou a diminuir a estimativa para a inflação de 2026, marcando a quarta queda consecutiva nas projeções. Os dados fazem parte do Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central. O levantamento reúne expectativas de mais de 100 instituições financeiras.
A nova previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,15% para 5,12% em 2026. Apesar da redução, o percentual continua acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central. Ainda assim, o movimento indica uma percepção de maior estabilidade entre os analistas.
Projeções também incluem juros e crescimento
Para os anos seguintes, o cenário apresentou poucas alterações nas estimativas. A inflação esperada para 2027 subiu para 4,22%, enquanto a projeção para 2028 passou a 3,80%. Já a expectativa para 2029 permaneceu estável em 3,50%.
Mesmo com pequenos ajustes nas previsões inflacionárias, o mercado manteve a expectativa para a taxa básica de juros. A Selic deve encerrar 2026 em 14% ao ano, segundo o relatório. Para 2027 e 2028, as projeções continuam em 12% e 10,50%, respectivamente.
Em relação à atividade econômica, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 permaneceu em crescimento de 1,99%. Já a previsão para 2027 sofreu leve redução, passando de 1,65% para 1,60%. O indicador mede a produção de bens e serviços e serve como referência para avaliar o desempenho da economia.

Dólar segue estável nas estimativas do mercado
As projeções para o câmbio praticamente não mudaram na última pesquisa. A expectativa é que o dólar encerre 2026 cotado em R$ 5,20. Para 2027, houve apenas um pequeno ajuste, com a previsão passando de R$ 5,28 para R$ 5,29.
A redução das expectativas para a inflação ocorre mesmo diante de fatores externos que podem pressionar os preços, como oscilações no mercado internacional de petróleo.









