A taça da Copa do Mundo é um dos objetos mais protegidos do futebol mundial e possui regras específicas para seu manuseio. O protocolo oficial da Fifa determina quem pode segurá-la sem restrições. A norma existe para preservar um dos maiores símbolos do esporte.
Entre as pessoas autorizadas estão apenas os jogadores que conquistaram o Mundial e os chefes de Estado. Por esse motivo, um presidente em exercício, como Donald Trump durante a Copa de 2026, estaria entre as autoridades aptas a tocar o troféu original. Já convidados e celebridades seguem regras diferentes.
Protocolo limita o acesso ao troféu
Segundo a Fifa, pessoas que não fazem parte dos grupos autorizados só podem manusear a taça original utilizando luvas de proteção. A medida busca reduzir riscos de danos ao objeto, considerado de grande valor histórico e esportivo. Familiares de atletas, dirigentes e convidados entram nessa categoria.
Outra regra importante determina que, desde a Copa do Mundo de 2006, apenas a cerimônia oficial de premiação utiliza o troféu original. Depois da entrega ao capitão da seleção campeã, a peça retorna imediatamente aos cuidados da Fifa. A equipe vencedora passa a receber uma réplica oficial confeccionada em bronze banhado a ouro.

Polêmica e tradição marcaram a história da taça
As normas ganharam destaque após a final da Copa do Mundo de 2022, no Catar. Durante a comemoração da Argentina, familiares, convidados e o chef turco Salt Bae apareceram com o troféu original no gramado. As imagens provocaram críticas e levantaram questionamentos sobre o cumprimento do protocolo da Fifa.
O gesto de levantar a taça acima da cabeça também possui uma origem curiosa. A tradição começou em 1958, quando o capitão brasileiro Bellini ergueu o troféu para facilitar o registro dos fotógrafos. O atual modelo, criado pelo escultor italiano Silvio Gazzaniga, representa duas figuras humanas sustentando o planeta Terra e simboliza a dimensão global do futebol e a emoção da conquista mundial.









