Um dos grandes vilões dos brasileiros quando o assunto é inflação, são os preços dos alimentos nos mercados. Por isso, ficar atento as notícias e saber quais são os itens mais baratos é muito importante. Pegando carona neste tema, uma atualização trouxe os três tipos de mantimentos que ficaram mais baratos no último mês de junho.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do Brasil, registrou alta de 0,16% em junho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma desaceleração em relação a maio, quando o índice havia avançado 0,58%.
Com o desempenho de junho, a inflação acumulada em 2026 chegou a 3,36%. No acumulado dos últimos 12 meses, o aumento dos preços ficou em 4,64%, abaixo dos 4,72% registrados até maio.
Já no primeiro semestre do ano, o IPCA também acumulou alta de 3,36%, superando os 2,99% registrados no mesmo período de 2025 e marcando o maior avanço para os seis primeiros meses do ano desde 2022.
Entre os grupos analisados pelo IBGE, Habitação foi o principal responsável pela pressão inflacionária em junho, com alta de 0,63%. O destaque ficou para a energia elétrica residencial, que subiu 1,53%, mesmo após desacelerar em relação ao avanço de 3,67% registrado em maio.
A conta de luz continuou impactada pela bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, além de reajustes aplicados por distribuidoras em cidades como Porto Alegre, Curitiba e Belo Horizonte.

Três alimentos com recuo na inflação: café moído, frutas e carnes
Em sentido contrário, o grupo Alimentação e Bebidas ajudou a segurar a inflação, com queda de 0,24% no mês. Os alimentos consumidos dentro de casa recuaram 0,39%, influenciados principalmente pela redução nos preços do café moído (-3,72%), frutas (-1,58%) e carnes (-0,64%). Por outro lado, itens como feijão-carioca (+8,31%) e batata-inglesa (+3,57%) ficaram mais caros.
Outros grupos apresentaram variações moderadas em junho. Despesas Pessoais avançou 0,25%, puxada por serviços como empregado doméstico e cabeleireiro.
Saúde e Cuidados Pessoais subiu 0,23%, com destaque para o aumento dos perfumes e dos planos de saúde após reajuste autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Transportes teve alta de 0,17%, com as passagens aéreas subindo 7,12%, enquanto combustíveis registraram queda.
Entre os combustíveis, o etanol caiu 3,09%, o óleo diesel recuou 1,19%, o gás veicular teve baixa de 0,19% e a gasolina caiu 0,12%. Apesar disso, a gasolina acumulou alta de 6,37% no primeiro semestre, influenciada também pela elevação das tensões no Oriente Médio e pelos impactos nos preços internacionais do petróleo.
Na análise regional, Brasília teve a maior inflação entre as capitais pesquisadas, com alta de 0,52%, impulsionada principalmente por passagens aéreas e gasolina. Já Recife registrou a menor variação, com queda de 0,04%, favorecida pela redução nos preços do tomate e da gasolina.









