O Barcelona anunciou oficialmente a transferência em definitivo do atacante Ansu Fati para o AS Monaco, equipe da Ligue 1 que tem o brasileiro Filipe Luís como novo treinador.
O jogador, de 23 anos, já havia atuado pelo clube do Principado por empréstimo na última temporada e demonstrava interesse em permanecer. Agora, ele será jogador em definitivo para a mais nova temporada no clube francês.
Para concluir a negociação, o atacante aceitou ajustes salariais, alinhando seus vencimentos à realidade financeira do Monaco. Sua reta final de temporada anterior foi determinante para a permanência, quando marcou 12 gols em 30 partidas e voltou a ganhar espaço no cenário europeu.
A transferência foi fechada por cerca de 11 milhões de euros (aproximadamente R$ 65 milhões), com o Barcelona mantendo uma cláusula que garante participação em uma futura venda do jogador.
No novo clube, Ansu Fati será comandado por Filipe Luís, que assumiu o Monaco no fim de maio, em sua primeira experiência como técnico na Europa após passagem pelo futebol brasileiro. O treinador chega para substituir Sébastien Pocognoli e inicia um novo ciclo no projeto do clube francês.
Comparações com Lionel Messi
O atacante, nascido na Guiné-Bissau e naturalizado espanhol, esteve muito perto de vestir a camisa do Real Madrid ainda na infância. Aos 9 anos, chegou a ser disputado por gigantes do futebol espanhol, mas acabou seguindo outro caminho e se tornou um dos grandes talentos revelados pelo rival catalão, o Barcelona.
A carreira do prodígio começou nas categorias de base do Sevilla, onde rapidamente chamou atenção de grandes clubes. Na disputa entre Real Madrid e Barcelona, o projeto esportivo apresentado por Albert Puig, então dirigente de La Masia, pesou na decisão da família, levando o jovem ao clube blaugrana.
Fati estreou como profissional aos 16 anos, tornando-se um dos jogadores mais jovens da história do Barcelona. Pouco depois, também entrou para a lista dos mais precoces a marcar em LaLiga, marca posteriormente superada por Lamine Yamal.
Mesmo com a juventude, o atacante rapidamente ganhou espaço no elenco principal, acumulando jogos, gols e até a simbólica camisa 10 após a saída de Lionel Messi para o Paris Saint-Germain. Na época, passou a ser visto como uma espécie de “herdeiro” do craque argentino no clube.
A trajetória, porém, foi impactada por lesões que comprometeram sua sequência e reduziram seu protagonismo. Sem espaço em determinado momento, passou por empréstimo ao Brighton até chegar ao Monaco, onde tenta reconstruir sua carreira.









