Uma obra em Mato Grosso, 77% concluída, vai transformar a travessia sobre o rio Juruena, hoje feita por balsa em cerca de uma hora, com uma nova ponte. A nova ponte terá 1.410 metros e promete encurtar rotas em mais de 400 quilômetros, mudando a vida de milhares de pessoas entre Cotriguaçu e Nova Bandeirantes.
A estrutura faz parte da MT-208 e vai eliminar a necessidade de embarque, espera e pagamento, tornando o percurso de poucos minutos. Além da economia de tempo, a ponte abre novas alternativas para o transporte da produção, o comércio e o deslocamento entre cidades do Vale do Juruena e a BR-163.
A precariedade da infraestrutura de transporte, segundo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, é um dos fatores associados aos baixos preços das terras na região.
Como a nova ponte muda o dia a dia
A travessia atual dificulta o atendimento a clientes em diferentes municípios para o eletricista Jonas Mendes, morador de Apiacás. Ele precisa considerar não apenas a distância, mas também o tempo de espera e os custos da balsa para chegar a Cotriguaçu.
As filas na travessia fluvial, que podiam se estender por horas em períodos de colheita ou durante as cheias do inverno amazônico, deixarão de ser um problema. Com a nova ponte, a travessia de uma hora de balsa será reduzida para cerca de dois minutos.

Economia no bolso do motorista
Desde 20 de outubro de 2026, os valores máximos para a travessia no Porto Cotriguaçu foram atualizados pela Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager-MT). Chegando a R$ 147,40 para automóveis, R$ 159,20 para picapes e R$ 75,50 para motocicletas, a tarifa pode variar.
Um bitrem de dez eixos carregado paga até R$ 518,80 por travessia. A viagem de ida e volta pode custar até R$ 294,80 só com a balsa para um motorista de carro de passeio, sem incluir combustível e outros gastos.
Trajetos mais curtos e com menos custos
O alto custo da balsa leva muitos motoristas a buscar caminhos alternativos, percorrendo distâncias maiores por Juína para evitar o pagamento da travessia. Com a nova ponte, trajetos mais diretos se tornarão viáveis, reduzindo o tempo de deslocamento e a dependência da balsa.
A mudança beneficiará produtores rurais, comerciantes, transportadores e famílias que precisam viajar. A expectativa é que a estrutura transforme a maneira como milhares de pessoas vivem, trabalham e circulam pela região de Mato Grosso.









