O satélite natural da Terra, a Lua, sofreu uma redução de aproximadamente 45 metros. Essa mudança alterou suas dimensões totais, e esse fenômeno geológico ocorreu ao longo de um período situado entre 400 a 800 milhões de anos atrás.
As evidências dessa alteração estrutural foram confirmadas após análise detalhada de imagens captadas pela LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter). O levantamento apontou a existência de mais de 10.000 falhas geológicas espalhadas por toda a superfície lunar.
Cientistas analisam os processos de contração da Lua
A perda constante de calor interno é a causa primária dessa mudança física, fazendo com que o interior da Lua diminua de volume. Como resultado, a crosta rígida sofre compressão intensa, acumulando tensões que provocam o surgimento de novas rachaduras ou elevações no solo.
O resfriamento gradual mantém a evolução geológica do satélite ativa mesmo após eras. Diferente do nosso planeta, onde placas tectônicas movem a crosta, a Lua mantém uma estrutura rochosa única e contínua que responde diretamente às tensões térmicas profundas.
Impactos na atividade sísmica
Sismos lunares surgem como uma consequência direta do deslocamento nessas falhas geológicas recentemente mapeadas. O movimento das rochas, ao liberar a pressão acumulada na crosta, gera vibrações que podem ocorrer em diversas áreas, independentemente de limites tectônicos específicos.
Estimativas indicam um encolhimento do raio lunar na faixa de seis a onze centímetros a cada milhão de anos. Embora essa transformação seja lenta demais para ser sentida por seres humanos, ela demonstra que o astro ainda possui dinamismo interno significativo.
Thomas R, e watters, pesquisador do Museu Nacional do Ar e do Espaço do Smithsonian, liderou o estudo publicado no The Planetary Science Journal em 14 de outubro. O monitoramento contínuo feito pela LRO desde junho de 2009 garante dados precisos sobre essas mudanças estruturais.









