Lewis Hamilton pretende prolongar sua carreira até a Fórmula 1 retornar à África, com o GP de Ruanda previsto para o início da década de 2030. O britânico planeja competir no Grande Prêmio que será realizado no novo traçado em Bugesera, celebrando a inclusão do continente no cronograma da categoria.
A decisão do piloto da Ferrari de estender sua permanência na F1 está ligada ao que ele descreve como um sonho antigo de correr na África.
Hamilton estará na ativa caso a prova ocorra em 2030, assim como Fernando Alonso, bicampeão mundial que já confirmou sua continuidade na categoria por pelo menos mais uma temporada.
O retorno da F1 à África e o acordo de Lewis Hamilton
Ruanda e a Fórmula 1 fecharam um vínculo de dez anos, trazendo a África de volta ao cronograma de corridas após ficar fora desde 1993. Alain Prost, piloto francês, conquistou a vitória na etapa final realizada na pista de Kyalami, situada na África do Sul.
O circuito de Bugesera ficará a cerca de 40 quilômetros ao sul da capital, Kigali, e próximo ao novo aeroporto internacional.
Embora o projeto gere entusiasmo com sua volta, ele enfrenta questionamentos de ONGs e grupos de direitos humanos, que acusam as autoridades locais de promoverem “sportswashing”.
Críticas e a esperança de Hamilton
Preocupações com o histórico de violações dos direitos humanos em Ruanda e com seu suposto envolvimento em um conflito na República Democrática do Congo foram manifestadas pela Anistia Internacional.
Por outro lado, as autoridades de Ruanda rebatem as acusações e negam qualquer ligação direta com o auxílio aos rebeldes do M23.
Hamilton defendeu que os desafios regionais não sejam ignorados e espera que o evento promova maior conscientização sobre a história e a cultura do continente. Se Hamilton mantiver o bom desempenho, acredita que poderá renovar com a Ferrari ao fim de seu contrato, que encerra-se no próximo ano.









