A obra mais importante para ser concluída em 2027, conforme o TCU, é o acesso rodoviário à Ponte da Rota Bioceânica, em Porto Murtinho. O projeto em Mato Grosso do Sul lidera uma lista de dez empreendimentos de infraestrutura que necessitam de investimentos para serem finalizados.
O acesso à Rota Bioceânica, estimado em R$ 279,1 milhões, é o mais caro das dez obras, consumindo 53% dos R$ 524,8 milhões totais. A fiscalização mais recente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), em março, indicava uma execução de 31,73% do projeto.
TCU avalia obra estratégica para o corredor bioceânico
A prioridade atribuída pelo TCU ocorre em meio a atrasos na infraestrutura vital para o funcionamento do corredor rodoviário. Esse trajeto tem como objetivo conectar Mato Grosso do Sul aos mercados do Paraguai, da Argentina e do Chile, com uma saída direta para o Oceano Pacífico.
A obra prioritária brasileira liga a BR-267 à ponte sobre o Rio Paraguai, incluindo contorno rodoviário de Porto Murtinho e Centro Aduaneiro de Controle de Fronteira. Não se trata da construção da ponte internacional em si, que une Porto Murtinho a Carmelo Peralta, no Paraguai.

Detalhes do projeto e relatório fiscobras
Com aproximadamente 13,1 quilômetros de extensão, o projeto é de responsabilidade do DNIT. Em janeiro de 2025, houve o registro do avanço dos trabalhos, com a atuação de operários e máquinas no trecho.
O relatório Fiscobras 2026, documento anual de fiscalização de obras públicas do TCU, foi apresentado em 21 de outubro de 2026. Este relatório será enviado ao Congresso Nacional para auxiliar os parlamentares na análise do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) e na destinação de recursos federais para 2027.
A indicação do TCU possui caráter informativo e não impõe a obrigatoriedade de destinar verbas aos projetos listados. Em março de 2026, o DNIT informou que o conjunto de obras tinha 31,73% de execução, com um investimento total aproximado de R$ 496,9 milhões.
Seriam necessários mais R$ 200 milhões para custear etapas como pontes secundárias, viaduto e terraplanagem, conforme João Carlos Parkinson, coordenador nacional do Corredor Rodoviário Bioceânico.









