O Barclays anunciou o corte de 5.000 postos de trabalho. Esse volume equivale a 5% do quadro total de colaboradores da instituição. A decisão faz parte de um plano tecnológico para diminuir despesas com a adoção de inteligência artificial em toda a operação.
Os resultados do terceiro trimestre, divulgados na quinta-feira (22), ficaram abaixo de projeções importantes. A reestruturação exige um investimento de 600 milhões de libras neste ano, montante que dobra a estimativa anterior para cobrir custos operacionais e futuras economias.
Automação provoca redução significativa nos postos de trabalho
As funções de apoio, que incluem desenvolvedores, concentram 60% das vagas eliminadas pelo Barclays. O banco já tinha realizado a demissão de 1.000 pessoas nos primeiros seis meses deste ano, com o cronograma de cortes seguindo até o final de 2026.
Outras instituições financeiras britânicas seguem movimentos similares de automação. A estimativa de corte é de 20.000 postos de trabalho no HSBC nos próximos anos, ao passo que o Standard Chartered pretende enxugar sua equipe corporativa em 15% até 2030.

Desempenho financeiro e resultados trimestrais
O faturamento obtido com transações de moedas e renda fixa totalizou 1,01 bilhão de libras, ou US$ 1,4 bilhão, representando um recuo de 19% ante o período anterior. O resultado foi impactado por menor atividade dos clientes e novas adversidades macroeconômicas registradas em setembro.
Apesar da fraqueza na renda fixa, o desempenho de ações teve um salto de 47% na receita, quase igualando o volume da área de títulos. Após apresentar os números, a instituição financeira confirmou a recompra de 500 milhões de libras em papéis e manteve seus objetivos estratégicos.
O CEO CS Venkatakrishnan confirmou o uso amplo da inteligência artificial no banco, ressaltando que ela atua apenas como complemento e não como o centro da estratégia. As ações do Barclays operavam em alta de 0,8% em Londres às 9h46, após a divulgação dos dados e do plano de contenção de despesas.









