Tentativas anteriores de renovação com o Grêmio e uma viagem internacional marcaram os bastidores da carreira do volante. O Santos acompanhou toda essa definição de perto. O atleta revelou os detalhes sobre os entendimentos que antecederam a transferência definitiva para o futebol paulista.
Durante o período de descanso na Espanha, o meio-campista deslocou-se até Turim para tentar a liberação junto à Juventus, detentora dos seus direitos na época. A diretoria italiana, no entanto, descartou um acordo naquele momento por esperar uma proposta vantajosa de transferência.
Negociações frustradas e os bastidores do Santos na Itália
A cúpula da equipe de Turim recusou a liberação imediata ao alegar que o rendimento recente no Campeonato Brasileiro atrairia ofertas financeiras elevadas. O jogador insistiu por tratativas com a instituição gaúcha, mas admitiu desconhecer se os dirigentes de Porto Alegre chegaram a ligar para os italianos.
A proposta oficial do clube gaúcho envolveu vencimentos mensais de cerca de R$ 1,5 milhão e vínculo até o encerramento de 2028. Para viabilizar a permanência, o atleta abriu mão de receber montantes maiores que estavam previstos em contrato com os europeus até junho de 2027.
A nova política salarial e a saída definitiva
A direção gaúcha argumentou falta de condições financeiras para arcar com uma remuneração superior à ofertada. Em processo de contenção de gastos, a instituição adotou novos parâmetros financeiros na janela de transferências do meio da temporada, o que impediu o acerto.
O presidente Odorico Roman declarou em junho que a gestão fez o esforço possível para segurar o atleta e manteve as portas abertas para o futuro. Após tentar fechar com outras equipes sem sucesso e retornar ao clube italiano, o atleta conseguiu a liberação e acertou com o Santos para a temporada.









