Uma das maiores empresas de telecomunicações do mundo está reduzindo de forma significativa sua presença na América Latina. A Telefónica, dona da marca Movistar, está concluindo a saída de 7 mercados da região, enquanto mantém o Brasil entre os países considerados estratégicos para o futuro do grupo.
A movimentação mais recente ocorre no México, onde a autoridade antimonopólio autorizou a venda da operação da Telefónica para a Melisa Acquisition por US$ 450 milhões. A transação ainda precisa ser concluída, mas o aval regulatório representa uma das últimas etapas para a empresa espanhola deixar o mercado mexicano após 25 anos.
Com a operação mexicana, a Telefónica terá deixado de atuar diretamente em sete países latino-americanos: Argentina, Peru, Uruguai, Equador, Colômbia, Chile e México. As vendas fazem parte de uma estratégia de redução da exposição da companhia aos mercados de língua espanhola da região.
A mudança não significa, porém, uma retirada completa da América Latina. O Brasil permanece no grupo de quatro mercados centrais da Telefónica, ao lado de Espanha, Alemanha e Reino Unido. A companhia considera essas operações prioritárias dentro de sua estratégia atual.
No México, a saída da Telefónica também não significa necessariamente o desaparecimento da Movistar. A operação vendida possui mais de 20 milhões de linhas móveis e deve continuar funcionando com a marca, inicialmente sob o controle do novo grupo comprador.
A presença da Telefónica no Brasil ocorre principalmente por meio da Vivo, uma das maiores empresas de telecomunicações do país. Enquanto a companhia vende operações em diferentes mercados latino-americanos, o Brasil aparece justamente entre os locais que permaneceram no centro de seus planos globais.
A estratégia atual da Telefónica concentra sua atuação em quatro mercados considerados prioritários, enquanto a empresa avança na venda de suas operações restantes na América Latina hispânica.









