Tecnologia

Encontros virtuais são nova tendência

Ah, a internet! O que ela não é capaz de fazer? Em um dos seus departamentos que mais rendem assunto, o amoroso, a novidade é que cada vez mais pessoas estão considerando os encontros virtuais. Sim, no lugar do tradicional restaurante ou barzinho, a tela do computador ou do celular vem ganhando espaço. Mas isso funciona?

O que as pessoas estão buscando

Ao contrário do que alguns pensam, os encontros virtuais são parecidos com um encontro na vida real no que se trata de interação pessoal, ou seja, o foco ainda é a troca de informações e a possibilidade de aproveitar momentos que possam gerar registros emocionais em nossa memória. No caso, aquela velha sensação de satisfação após conversar com alguém de quem gostamos não é gerada exclusivamente por encontros físicos.

Por conta disso, muita gente já entendeu que usar a tecnologia para paquerar é uma prática positiva, e aqueles que ainda estão se conhecendo tiram vantagem disso. Usuários de aplicativos de relacionamento normalmente recorrem a essas ferramentas para conhecer pessoas interessantes, e a vontade de interagir mais faz a química aumentar. Em plataformas como o Badoo, um encontro em videochamada após conversa no app é visto como convidativo porque o primeiro passo no mundo virtual já foi dado. Ou seja, para as pessoas que se conheceram no mundo digital, por meio de um papo em chat, por exemplo, esse ambiente já é conhecido, o que faz com que não se sintam intimidadas ou achem que precisam “quebrar o gelo” num encontro desse gênero.

Para aqueles que já tem o seu par, os encontros digitais também são válidos. Nesse caso, eles fortificam os laços já estabelecidos. Ligações e mensagens são importantes, mas não são mais novidade. Uma chamada de vídeo, no entanto, é uma abordagem diferente que os tira da zona de conforto, demonstrando o interesse não apenas em falar, mas em ver a pessoa amada. Isso alimenta o sentimento de cuidado. No íntimo, tanto para o primeiro quanto para o segundo grupo, o que importa é a conexão, ainda que os objetivos primários sejam distintos.

Nem tanta surpresa assim

Se engana quem pensa que a ideia é algo apreciado apenas pela nova geração. Na verdade, se levarmos em conta o desenvolvimento tecnológico, isso era uma evolução esperada, e o que no mundo digital já foi um dia visto como diferente, hoje é normal. Veja que, não muito tempo atrás, os namoros na TV estreavam e viravam febre, e a ideia desses programas era apresentar pessoas desconhecidas. Depois vieram as salas de bate-papo, nas quais usuários escolhiam nomes (ou nicknames – “apelidos”, em português) engraçados e, enquanto conversavam abertamente com todos os presentes, podiam enviar/receber mensagens privadas também. Por fim, os aplicativos de relacionamento chegaram e apresentaram um novo modelo.

Notamos que é natural que outras formas de se relacionar virtualmente surjam conforme as pessoas têm mais acesso à internet e a uma conexão com boa velocidade. Com a expansão do livestreaming e o surgimento de ferramentas como o Zoom, era apenas questão de tempo até as chamadas de vídeo serem testadas para fins amorosos, não importando se para novos ou antigos casais, ou para quem está se conhecendo.

Caminhando lado a lado

Ao que parece, estamos caminhando para que mais e mais pessoas se sintam confortáveis com encontros digitais. A modalidade tem tudo para caminhar lado a lado com os encontros físicos, que continuarão a fazer parte da essência do ser humano e a nos fornecer as informações sensoriais de que precisamos. A intenção é descobrir e abraçar novas formas de nos relacionarmos que sejam positivas, além de sair da zona de conforto.

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