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Veja como remarcar passeio suspenso

Legislação garante direitos diferenciados aos turistas prejudicados pela pandemia de Covid-19
Crédito da foto: Divulgação

Marcella Silveira sonhava em levar a filha, Laura, para visitar as princesas na Disney. O embarque estava previsto para março de 2020, quando a pandemia adiou os planos de apresentar o mundo encantado dos parques de Orlando à menina, que fez sete anos na semana passada.

“A gente estava com tudo pago, era só comprar dólar para levar”, conta a mãe. A família optou pelo crédito dos valores porque ainda pretende viajar. “O de hotel e o de carro são por prazo indeterminado. Como a gente comprou a passagem muito antes, teve de remarcar em agosto e emitiu de novo para fevereiro. Avisei que não vou pagar multa pois não estou deixando de ir porque quero. As fronteiras dos Estados Unidos estão fechadas”, diz Marcella.

Férias assim costumam ser realizadas com a contratação de diversas empresas, entre companhias aéreas, hotéis e locadoras de veículos. Esses prestadores podem ser contatados pelo consumidor ou, por exemplo, por meio de um agente. Em decorrência da pandemia, todas as partes envolvidas no processo tiveram prejuízos. Mas, para especialistas consultados pela reportagem, o viajante saiu em desvantagem.

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“O consumidor perdeu mais. As famílias ficaram endividadas. Todo mundo está passando por uma situação delicada, mas não se pode nunca esquecer da vulnerabilidade do consumidor”, diz Igor Marchetti, advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). “A lei protege as empresas”, afirma. Confira nesta página algumas dicas para você se orientar na hora de negociar com companhias aéreas e agências de viagem. (Nathalia Molina – Estadão Conteúdo)

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