Turismo

Sicília vai pagar para ser visitada

Governo italiano promete cobrir 50% da passagem aérea e um terço do hotel assim que a pandemia passar
Sicília vai pagar para ser visitada
Tonnara di Scopello é uma das atrações imperdíveis da Sicília em qualquer época do ano. Crédito da foto: Reprodução / Instagram

A data exata em que o turismo será liberado ainda é uma incógnita. O certo é que, quando a pandemia do novo coronavírus passar, o turista terá inúmeras promoções e programas com condições especiais para escolher. Uma das ofertas tentadoras que podem ser estudadas desde já é a do governo italiano para visitas à região sul do país, mais especificamente à Sicília. As autoridades da paradisíaca ilha do Mediterrâneo anunciaram que os visitantes poderão solicitar desconto da metade do valor dos voos e de um terço dos custos com hotel. Além disso, promete acesso gratuito às principais atrações turísticas.

Conforme com o governo siciliano, não haverá contrapartidas como permanência mínima na ilha ou categoria das acomodações contratadas para ter direito aos benefícios. Segundo o departamento de turismo local, os vouchers e demais informações sobre o desconto serão publicados no site Visit Sicily assim que as fronteiras do país reabrirem.

A Itália está sendo um dos países mais afetados pela Covid-19. Todas as cidades estão em lockdown desde o início de março e, embora as restrições estejam diminuindo lentamente, ainda não são permitidas viagens turísticas entre países. Portanto, é seguro dizer que esse potencial passeio à Sicília só deve acontecer a partir do segundo semestre. Mesmo assim, não custa nada já ir sonhando com passeios de barco e mergulhos nas famosas águas de temperatura amena da Sicília.

Leia mais  Itália reabre para o turismo em junho e Brasil prepara mudanças
Sicília vai pagar para ser visitada
Etna, vulcão ativo próximo à Catânia, atrai milhares de turistas. Crédito da foto: Reprodução / Instagram

A ideia do governo italiano é investir 50 milhões de euros para bancar parte dos gastos que os primeiros turistas teriam ao viajar para a ilha. O montante, que, a princípio parece bastante, acaba sendo uma bagatela se comparado aos quase 2 bilhões de euros que a Itália estima perder até a retomada do turismo.

Com isso, a expectativa é recuperar o dinheiro da campanha rapidamente e ainda colocar a Sicília no centro das atenções após a pandemia, recuperando a economia local.

Atrações para todos

Conhecida por suas cidadezinhas históricas, culinária saborosa, povo acolhedor e águas cristalinas, a Sicília é uma opção para retomar as viagens reais quando o perigo da Covid-19 passar. Com 25 mil quilômetros quadrados — pouco mais do que o dobro da Região Metropolitana de Sorocaba) — e dividida 383 municípios, a ilha tem Palermo como sua capital.

Sua posição — entre a Europa e a África — fez com que testemunhasse e participasse do florescimento de muitas civilizações do mundo antigo. Os vários conquistadores deixaram uma herança cultural que, com a passagem dos séculos deu origem a uma intrigante mistura de línguas, costumes, tradições culinárias, artísticas e especialmente, arquitetônica.

Leia mais  Comprar agora para viajar depois é bom negócio?

Um dos inúmeros itinerários possíveis na ilha é o cultural, passando por cidades como Palermo, Cefalu, Monreale, Catania e Trapani. Ragusa, por exemplo, herdou o patrimônio histórico e artístico das civilizações que dominaram a ilha durante a Antiguidade (fenícios, gregos, romanos), na Idade Média (árabes e normandos) e até do estilo arquitetônico barroco.

Sicília vai pagar para ser visitada
Ragusa reúne características culturais fenícias, gregas e romanos. Crédito da foto: Reprodução / Instagram

Outras cidades barrocas são Modica e Noto. Os itinerários arqueológicos incluem Siracusa, Selinunte, Segesta e Agrigento, as ruínas da cidade de Mozia, a Villa romana de Piazza Armerina e o teatro grego de Taormina.

Além da história, da arquitetura e das diversas expressões artísticas encontradas na Sicília, as belezas naturais da ilha mediterrânea ainda oferecem um espetáculo literalmente à parte. Um roteiro naturalístico não pode deixar de lado parques como o Regional Madononie, o Monti Nebrodis, o famoso vulcão Etna, as reservas marinhas de Ustica, as Ilhas Ciclopi e Egadi.

Tudo isso, claro, sem falar dos atrativos incomparáveis dessa parte do Mediterrâneo. Mesmo nesse particular, a Sicília oferece várias opções, desde o modelo elitista em Taormina — no topo de uma colina da costa leste –, ao clássico, ao longo do perímetro costeiro, que inclui Cefalu, Tindari, Milazzo e Capo d’Orlando, Pachino e San Vito Lo Capo. Ainda tem os arquipélagos menores, que atraem os fãs do turismo náutico e de esportes aquáticos. (Da Redação, com agências)

Comentários