Turismo

O paraíso em forma de ilhas é opção para quem aprecia boa gastronomia

Explore todos os lados desse paraíso caribenho que, no passado, foi descoberto por Colombo
Ilhas Cayman
A natureza exuberante e imprevisível do arquipélago contrasta com a arquitetura padronizada à la Flórida e seus cinco séculos de histórias e aventuras. Crédito da foto: Divulgação / Grand Cayman South Sound Casa Luna Beach

Quando Cristóvão Colombo alcançou as águas caribenhas de Cayman, no início dos anos 1500, o que encontrou foi mesmo um paraíso. Cercado por um mar cujo tom varia do azul-marinho ao verde-água transparente, o arquipélago formado por três ilhas — Grand Cayman, Cayman Brac e Little Cayman — surpreendeu os europeus. Impressionados com a quantidade de tartarugas que ali habitavam, chamaram o local de Las Tortugas. E apesar de o país ter mudado de nome (e de as tais tartarugas terem quase sido extintas após anos de caça), o animal ainda estampa as principais marcas nacionais.

Para os piratas, que começaram a procurar Cayman como esconderijo, as ilhas também foram paraíso. Ao sul de Cuba e ao noroeste da Jamaica, os 264 quilômetros quadrados de área eram eficientes para isolá-los e aos seus tesouros saqueados. Mesmo hoje, com ares globalizados, o destino ainda é alternativa a quem quer fuga do mundo urbano ou de centros agitados como Miami — a 1h20 de voo.

Paraíso também era para a Inglaterra, aliás. Tanto que foi alvo de disputa entre britânicos e espanhóis até a assinatura do Tratado de Madri, em 1750, quando a coroa espanhola reconheceu o domínio inglês. Domínio esse que nunca findou: as Cayman seguem até hoje sob tutela da Grã-Bretanha, tema que divide moradores a favor e contrários à independência.

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No século 21, as Cayman mais uma vez mostram-se um paraíso. Agora pelo paladar. As ilhas viraram capital gastronômica do Caribe, por conta dos inúmeros restaurantes que exploram com maestria ingredientes locais, especialmente peixes e frutos do mar. Afinal, foi da pesca que a maior parte da população viveu até o início dos anos 1960, quando o turismo começou a crescer para tornar-se a maior fonte de renda local.

Foi também nessa época que as ilhas adotaram medidas para atrair bancos, seguradoras e outros investidores do sistema financeiro mundial. Em nome das offshores, seu governo abriu mão da cobrança de impostos, levando o país a tornar-se, enfim, o paraíso fiscal que, se nada tinha a ver com aquele encontrado por Colombo, faria (quase) o mundo todo conhecer esse pedaço do Caribe. Em seis dias turistando na Grand Cayman, a maior e mais povoada das três ilhas (e onde está a capital, George Town), esta foi a faceta com a qual menos tive contato.

Afinal, a cada encontro com moradores, vindos de tantas partes do mundo (cerca de 50% da população é imigrante, com maioria de jamaicanos), descobri que a versão mais autêntica de Cayman é sua diversidade cultural, cujo ponto em comum acaba sendo sempre o ritmo e a alegria caribenha. Basta assistir a um desfile do Batabano, o carnaval local, realizado sempre em maio, para entender a beleza dessa mistura.

Descobri também como os navegantes de outros tempos, uma natureza exuberante e imprevisível, que contrasta com a arquitetura padronizada à la Flórida. Por fim, descobri que, assim como a paisagem, a história das Cayman dá-nos muitos outros motivos para considerarmos as ilhas um paraíso, os quais você confere a seguir.

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Sítio e museu contam história do arquipélago

Ilhas Cayman
Museu Nacional ocupa o prédio mais antigo de Cayman. Crédito da foto: Wikipedia

Para entender a história de Cayman é preciso visitar o sítio histórico Pedro St. James e o Museu Nacional. Rodeado por um belo jardim à beira-mar, o St. James sediou a eleição do primeiro parlamento do país e também a reunião que decretou o fim da escravidão, em 1835. Por isso, o local é também chamado de o Berço da Democracia de Cayman. Os cômodos reproduzem a decoração oitocentista e abrigam móveis, utensílios e documentos da época. O tour custa 10 dólares de Cayman (R$ 47).

O Museu Nacional de Cayman é uma das poucas construções do século 19 que sobreviveram aos furacões. Assim, o sobrado mais antigo da ilha é onde estão reunidas narrativas sobre a história natural, política e social do país. O passeio começa com a exibição de um filme e custa 6,4 dólares de Cayman (R$ 30).

Centro de compras e tour gastronômico

Ilhas Cayman
Camana Bay é o lado mais urbana da Grand Cayman. Crédito da foto: Divulgação / Camana Bay

Na parte mais urbana da Grande Cayman, às margens da baía, está Camana Bay, um centro comercial a céu aberto muito semelhante aos outlets norte-americanos. Além das lojas e dos espaços verdes, há vários restaurantes que valem a parada no almoço ou no jantar.

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Para ter uma experiência mais intensa, um bom caminho é o Flavour Tour. Como o nome entrega, trata-se de um tour de sabores: acompanhado de uma guia, você é levado a cinco restaurantes/bares numa só noite, podendo degustar três pratos e quatro drinques elaborados especialmente para o passeio. Há de entradinhas leves, como saladas e queijos, até massas com frutos do mar e opções da culinária japonesa. (Da Redação, com informações de Bruna Toni – Estadão Conteúdo)

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