Turismo

Mercado turístico se adapta ao período de quarentena

Hotéis estão entre os primeiros setores a se adaptar à nova realidade surgida com a pandemia do novo coronavírus
Mercado turístico se adapta ao período de quarentena
Vila Dom Patto tem drive-thru e recebe visitas isoladas. Crédito da foto: Divulgação / Vila Dom Patto

São Roque flexibiliza – A Vila Dom Patto, em São Roque — Região Metropolitana de Sorocaba — é uma das empresas do setor turístico a aproveitar o decreto de flexibilização das medidas de restrição ao comércio assinado pelo prefeito Cláudio Góes. Desde a última sexta-feira (24), o tradicional polo gastronômico permite a presença de visitantes, desde que não haja aglomeração, para pedidos e retiradas de alimentos através de sistema drive-thru. A nova orientação também permite aos clientes um pequeno passeio em uma área de mata, sempre respeitando o distanciamento social necessário ao enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

Hotéis se adaptam – Os hotéis estão entre os primeiros setores a se adaptar à nova realidade surgida com a pandemia do novo coronavírus, incorporando hábitos que até então não existiam. O grupo Marriott, com mais de sete mil estabelecimentos pelo mundo, por exemplo, anunciou sua nova política de higiene que terá a tecnologia como grande aliada. A empresa criou um Conselho de Limpeza Global. Uma das estratégias será o uso de pulverizadores eletrostáticos, tipicamente usados para a aplicação de produtos químicos nas plantações, que a partir de agora serão importantes aliados para higienizar as áreas comuns e os quartos de forma rápida e eficiente. Os equipamentos estarão abastecidos com desinfetantes de nível hospitalar — recomendados pela OMS para eliminar todo tipo de organismo causador de doenças. A substância será borrifada nos quartos depois do check-out do cliente.

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Hotel usa pulverizador eletrostático para higienização. Crédito da foto: Divulgação / Grupo Marriott

Primeiro do Brasil – O grupo Marriott não foi o único do mundo turístico a fazer adaptações por conta da pandemia. Sua estratégia vai ao encontro do modelo “low-touch economy”, que busca o mínimo possível de interação humana e vem sendo implantado por vários estabelecimentos do mundo recentemente — inclusive no Brasil. Por aqui, o hotel Vivenzo Savassi, em Belo Horizonte, foi o primeiro do País a se adaptar ao coronavírus, ao adotar medidas para reduzir ao mínimo o contato entre as pessoas e um protocolo rígido de higiene. Na nova realidade, o check-in é virtual, não há serviço de quarto e a comunicação com os funcionários do hotel é feita pelo WhatsApp.

Abertura em Maringá – O decreto 578/2020, que acaba de ser publicado pela Prefeitura de Maringá (PR), autorizou o retorno das atividades dos hotéis da cidade a partir de ontem. No entanto, o setor pode funcionar apenas para o recebimento de hóspedes ligados à saúde, às atividades essenciais e também clientes mensalistas. Outras regras especificas determinam distanciamento mínimo entre pessoas, álcool em gel disponível, máscaras de proteção para todos os funcionários e, caso o hotel for hospedar pacientes, ter separado um andar específico para isolamento. Alguns empreendimentos preferiram permanecer fechados, retomando as atividades em maio e junho, independentemente de liberação de reabertura.

Disney sem previsão – Conhecidos pelas grandes aglomerações e longas filas, os parques da Disney podem ser um dos últimos empreendimentos a retomar normalmente as atividades — especialmente nos Estados Unidos, país com o maior número de casos confirmados e mortes pelo Covid-19 no momento. Fechados desde de 14 de março em solo americano, a primeira previsão da Disney era reabrir seus complexos até o final de abril. Contudo, com o avanço a Covid-19 pelo mundo e a cada vez maior necessidade de distanciamento social, os planos da companhia foram adiados — agora, por tempo indeterminado. Na semana passada, a empresa suspendeu o contrato de trabalho de 100 mil dos 177 mil colaboradores. Eles continuarão com o plano de saúde por até 12 meses e deverão entrar com pedido de seguro-desemprego, definido pela Casa Branca em 600 dólares por semana por até quatro meses.

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Mudanças à vista – A Disney também precisará reavaliar a logística de funcionamento dos brinquedos. Primeiro, eles não poderão ficar lotados, com pessoas tão perto uma das outras. Por isso, é possível que um esquema de alternância entre lugares vazios e ocupados seja instituído. Segundo, como será a limpeza? Em circunstâncias normais, visitantes já entram direto nas atrações depois que outro grupo sai. Nesse caso, um método seguro (e viável) de higienização precisa ser desenvolvido. Alguns desses procedimentos já estão sendo adotados no Shanghai Disney Resort, primeiro complexo do grupo a reabrir no mundo. Depois de mais de um mês fechados, atividades foram parcialmente retomadas no Disneytown, no Wishing Star Park e no Shanghai Disney Hotel no dia 9 de março, que agora vêm funcionando com capacidade limitada, uso obrigatório de máscara durante toda a estadia e constantes medições de temperatura dos visitantes.

Adiamento com bônus – A AMResorts lançou o programa Move the Date, Keep the Rate (Mude a data, mantenha a tarifa, em tradução livre) com o adicional de uma noite grátis. Neste caso, os hóspedes podem alterar a data da sua reserva atual para uma data futura da viagem, até um ano a partir da data original da viagem, sem taxa adicional ou multa por cancelamento. Além disso, ao fazer uma nova reserva para uma data futura de viagem, o AMResorts estenderá uma noite adicional a todos os turistas. Em relação aos grupos, o resort informou que se desejar alterar a data da reserva para até 22 de dezembro de 2020, poderá fazê-lo na mesma taxa com base na disponibilidade de quartos por até um ano a partir da data original da viagem. (Da Redação com assessorias)

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