Turismo

Joias do Oriente

Berço de antigas civilizações, o Líbano permite um passeio por milhares de anos de história
Joias do Oriente
Baalbek — no vale do Bekaa –, principal sítio histórico do Líbano, preserva preciosidades romanas como os templos de Júpiter (foto) e de Baco. Crédito da foto: Divulgação

Berço de civilizações milenares, o Líbano proporciona um passeio pela longa história da Ásia Ocidental. Apesar da grande quantidade de atrativos, incluindo sítios arqueológicos, igrejas e mesquitas de tirar o fôlego, as pequenas dimensões do país facilitam a vida do turista. Com apenas 10 mil quilômetros quadrados — menos da metade da área do Estado de Sergipe –, é possível alcançar os principais pontos turísticos em poucas horas a partir de Beirute, a capital.

A própria Beirute é uma prévia do que o turista pode esperar de sua viagem pelo país. Combina símbolos bem visíveis do passado memorável com as chagas das atribulações atuais. Arranha-céus de arquitetura arrojada dividem o horizonte com edifícios esburacados por balas e bombas, e um monumento na avenida à beira-mar marca o local do assassinato do ex-premiê Rafik Hariri, em um atentado que deixou outros 21 mortos em 2005.

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Raouche, um dos cartões postais de Beirute. Crédito da foto: Divulgação

Na região metropolitana está a igreja de Nossa Senhora do Líbano, em Harissa, onde uma estátua da santa de 8,5 metros abre os braços para o mar. Outros destaque são o teleférico de Jounieh, a mesquita Al Omari (mulheres precisam vestir chador para entrar), ruínas de banhos romanos, a Catedral Ortodoxa Grega, a estátua dos mártires, a mesquita Mohamad al Amin (ou Mesquita Azul), o mercado, o hipódromo, as grutas de Jeita, a vila de Deir el Qmar, o palácio Beiteddine, o Museu Nacional, o bosque Cedros de Deus e as formações rochosas de Raouche, um dos cartões-postais da cidade.

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Raouche, um dos cartões postais de Beirute. Crédito da foto: Divulgação

Resquícios milenares

A apenas 42 km de Beirute, Biblos (ou Jbeil) é uma das cidades mais antigas do mundo. Foi ocupada inicialmente entre os anos 8800 e 7000 a.C. e continuamente habitada desde 5000 a.C. O sítio arqueológico preserva marcas dos tempos dos fenícios, além de construções romanas e das cruzadas, incluindo um castelo dessa época.

Sídon, a cerca de 50 km da capital libanesa, foi uma das principais cidades fenícias. Segundo a Bíblia, ela teria sido visitada por Jesus. O Castelo do Mar, construído no século 12, fica de frente para o Mediterrâneo e é um de seus principais atrativos. Outro é o Khan al-Franj, na área dos mercados, uma antiga hospedaria do século 17 muito bem preservada.

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Ao lado está Tiro, famosamente cercada por Alexandre, o Grande em 332 a.C., com sítios arqueológicos impressionantes. Al-Bass, o maior, é dividido em três áreas, com estradas bizantinas e romanas, hipódromo, túmulos e banhos. Há vários mosaicos, e colunas ainda em pé que sugerem a forma original da estrutura. O de Al-Mina abriga a única arena retangular conhecida.

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Sídon, uma das cidades mais antigas do mundo. Crédito da foto: Divulgação

Historicamente um local de refúgio de cristãos, incluindo eremitas, o vale Kadisha combina uma paisagem dramática com mosteiros construídos em parte em grutas e cavernas nas encostas das montanhas. O mosteiro de Qozhaya, dedicado a Santo Antão, abriga um museu, uma igreja escavada na rocha e uma caverna considerada milagrosa.

Mas nada se compara a Baalbek, no vale do Bekaa (Heliópolis para os romanos). Antes de entrar no complexo principal do sítio histórico, a 100 km de Beirute, o viajante dá de cara com as ruínas do templo de Vênus, com colunas ainda formando um semicírculo. Uma escadaria leva a uma espécie de antecâmara da grande corte principal do templo de Júpiter. Dali, a beleza do templo de Baco, com suas colunas de quase 20 metros e entalhamentos preservados, é uma visão inesquecível. (Da Redação, com informações de Estadão Conteúdo)

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