Turismo

Explore rios e florestas da Amazônia sem sair do sofá

Por meio da plataforma Street View, os internautas podem observar imagens em 360º de rios, floresta e das comunidades
Explore rios e florestas da Amazônia sem sair do sofá
Por meio da plataforma Street View, internautas podem conferir imagens em 360º dos rios, da floresta e das comunidades na Reserva do Rio Negro. Crédito da foto: Reprodução / Google Street View

Enquanto as viagens aos destinos turísticos brasileiros seguem alteradas devido à pandemia do novo coronavírus, o Google disponibilizou uma amostra para quem tem saudades ou ainda não conhece a Região Amazônica e arredores. Por meio da plataforma Street View, os internautas podem observar imagens em 360º dos rios, da floresta e das comunidades na Reserva do Rio Negro, situada entre os municípios de Manacapuru, Iranduba e Novo Airão, no Amazonas. O projeto contou com a participação da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), uma organização sem fins lucrativos de conservação local.

Todas as imagens foram feitas por uma câmera com lente olho-de-peixe, colocada em um triciclo, normalmente utilizado pela empresa de tecnologia, capturando todas as belezas de uma trilha da Floresta Amazônica e de cinco comunidades ribeirinhas local. Além disso, o equipamento ainda foi colocado em um barco com o intuito de coletar as vistas para o rio Negro, o mais extenso rio de água negra do mundo.

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Além de estar disponível para os internautas que pretendem desfrutar deste destino, as imagens, segundo a empresa, são de grande valia para pesquisadores, cientistas e exploradores do mundo inteiro, para que aprendam mais sobre uma parte importante da bacia do rio Amazonas e entendam melhor como as comunidades locais trabalham para preservar este ambiente único para as gerações futuras.

Reserva da biosfera

Criada em 2008, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Negro é uma unidade de conservação do Governo do Estado do Amazonas com o intuito de proteger o meio ambiente e a vida das comunidades que habitam esta área. A administração da reserva é de responsabilidade do Centro Estadual de Unidades de Conservação (Ceuc) da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (SDS/AM).

Dividido em dois setores, o Parque Estadual Rio Negro é parte integrante da chamada Reserva da Biosfera da Amazônia Central, que por sua vez está inserida no Corredor Ecológico Central da Amazônia. As belezas naturais das duas áreas incluem flora específica e espécies animais ameaçados de extinção.

Explore rios e florestas da Amazônia sem sair do sofá
Árvores gigantescas, como a sumaúma, também podem ser vistas no passeio virtual. Crédito da foto: Divulgação / ICMBIO

Na parte Sul, distante 34 quilômetros de Manaus, o visitante pode ver, por exemplo, o macaco cuxiú-preto (Chiropotes satanas). Chegando a quase um metro de comprimento, ele já foi um dos mamíferos animais mais comuns na região.Vítima da caça indiscriminada, hoje restam poucos exemplares.

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O Setor Norte, por sua vez, integra com o Parque Nacional do Jaú e a Estação Ecológica Anavilhanas um conjunto de unidades de conservação do baixo rio Negro. Além de espécies endêmicas, podem ser encontradas populações de peixe-boi (Trichechus inunguis), ariranha (Pteronura brasiliensis) e anta (Tapirus terrestris). Essa parte do Rio Negro é, também, uma das poucas unidades de conservação estaduais de proteção integral com significativas porções de ecossistemas de águas pretas típicos da bacia do rio Negro.

Ponto de partida para a maioria dos passeios pela região do Parque Estadual Rio Negro, o município de Manacapuru possui praias, lagos e inúmeros igarapés. Local imperdível nas visitas reais que também pode ser conhecido virtualmente é a Reserva Ecológica de Manacapurú. Agregada à vegetação típica de várzea, o turista se depara com imensas árvores, como a sumaúma, que podem atingir 50 metros de altura.

Manacapuru também abriga imensas colônias de aves migratórias que passam pelo local anualmente para se reproduzir, além de ser um dos melhores pontos para a pesca esportiva, em razão da variedade de peixes como a piranha e o aruanã. (Da Redação, com informações do Ministério do Turismo)

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