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Explore os encantos do ‘paraíso das flores’

Sakura, baika, fuji e nemophilas são espetáculos imperdíveis na primavera japonesa
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Parques espalhados por todo o país promovem festivais, cerimônias, passeios e piqueniques para celebrar as floradas. Crédito da foto: Divulgação

A floração das cerejeiras no Japão é famosa mundialmente pela beleza com que pinta os parques do país. Ao lado delas, outras flores enchem o arquipélago de cores na primavera. Neste ano, apesar do isolamento social por conta da pademia de Covid-19, as paisagens serão apreciadas por milhares de pessoas.

Observar as flores é um ato que tem nome no Japão: hanami. Ver as cerejeiras em flor iluminadas à noite já ganha outro substantivo: yozakura. Um dos símbolos do país, a cerejeira em flor é sakura. Já a ameixeira, também tradicional no arquipélago, se chama ume; seu desabrochar, baika. Outras duas flores contempladas por lá são glicínias (fuji) e nemophilas.

Na primavera no Japão, são realizados festivais e piqueniques na natureza. Para se programar para acompanhar esse evento apreciado nacionalmente, fique atento ao destino indicado para ver cada tipo de flor desabrochando, de acordo com o Japan National Tourism Organization (JNTO):

Ameixeira anuncia a primavera

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Símbolo de superação e perseverança, a chegada das flores de ameixa é cercada de eventos. Crédito da foto: Divulgação

Mas são as umes que anunciam a chegada da primavera, com sua floração entre o fim de fevereiro e o meio de março. As ameixeiras são vistas pelos japoneses como símbolos de perseverança e superação, pois enfrentam a neve, ainda presente em regiões do país quando as árvores começam a desabrochar.

As flores perfumadas têm um festival dedicado a elas no Jardim Kairakuen, entre o fim de fevereiro e o término de março. Com 3 mil ameixeiras, o espaço fica em Mito, na província de Ibaraki, conhecido destino para ver a floração dessas árvores. Durante o evento, tem visita guiada ao jardim de dia e à noite e apresentações de instrumentos musicais tradicionais do Japão.

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O ritual do chá com doces embaixo das umes pode ser vivenciado em Fukuoka, na província de mesmo nome. Além do jardim florido, o Templo Bairinji, do século 17, guarda uma coleção com peças como um pergaminho de seda dos três budas e uma tela do Monte Fuji pintada por Ogata Korin (artista de Kyoto da escola Rinpa, um dos principais movimentos da pintura japonesa). Confira outros espetáculos proporcionados pela natureza do arquipélago nipônico nos destaques a seguir.

Melhores lugares para ver a floração das cerejeiras

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Cerca de 30 mil cerejeiras revestem o Monte Yoshino e suas vilas. Crédito da foto: Divulgação

Como tudo no país, a floração das cerejeiras tem um valor simbólico para os japoneses: tudo o que é bom dura pouco. Todo ano as flores enchem as árvores por cinco ou sete dias. As sakuras inspiram ainda a gastronomia e viram sabor de doces, chocolates e sorvetes.

Em Tóquio, a floração da cerejeira vai do fim de março ao início de abril. O bairro de Nakameguro é o ponto de famosas imagens mundo afora, com suas 800 cerejeiras em uma sequência de quase 3,8 quilômetros de extensão. Um festival no início de abril dá às boas-vindas à primavera com música e luzes.

Para apreciar o esplendor das cerejeiras à noite, o Jardim Rikugien, construído em 1702, abriga uma árvore com 70 anos de idade e 20 metros de copa. É uma shidarezakura, ou cerejeira chorona em uma tradução livre; os galhos são envergados, não tão angulados como os da nossa brasileira samambaia chorona.

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Nakameguro, em Tóquio, recebe a sakura com um grande festival. Crédito da foto: Divulgação

Embora Tóquio seja a cidade mais conhecida, outros pontos do país oferecem uma experiência diferente a quem busca ver a floração das cerejeiras. As flores surgem já no meio de março na Ilha de Kyushu, no sul do Japão. As sakuras vão pintando o arquipélago até o norte, em Hokkaido, onde as cerejeiras florescem em abril.

Yoshino, na província de Nara, é um dos lugares mais bonitos para ver o desabrochar das cerejeiras, já que o Monte Yoshino tem mais de 30 mil árvores. A trilha até o topo passa por vilarejos. Uma das mais antigas sakuras do Japão foi plantada em 1882 e fica em Hirosaki, na província de Aomori. Lá também há um festival no Parque Hirosaki.

Glicínias e nemophilas mudam o tom da paisagem

Do meio de abril ao início de maio, as glicínias colorem a paisagem de violeta. A fuji, como é chamada pelos japoneses, desabrocha em cascatas. Em Tóquio, cerca de cem árvores florescem no Santuário Kameido Tenjin no entorno de uma lagoa, formando um bonito cenário.

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Túneis de glicínias com 100m são atração no Kawachi Fujien. Crédito da foto: Divulgação

As glicínias podem ter de 20 a 80 centímetros de comprimento e surgem sobre as copas das árvores ou em treliças. É o que acontece no Jardim Kawachi Fujien, que exibe dois túneis de glicínias, com cem metros de extensão. O espaço está localizado nas colinas ao sul de Kitakyushu, também na província de Fukuoka. Atenção: o jardim só abre na primavera e no outono.

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Nemophilas cobrem tudo de azul

De azul intenso com miolo branco, as nemophilas já são flores rasteiras, que desabrocham nos campos do Japão entre fim de abril e meados de maio.

No Parque Hitachi Seaside, em Hitachinaka, passam de 4 milhões de flores na Colina de Miharashi, o ponto mais alto da cidade. O azul do céu, do mar e das flores se mistura. Localizado na província de Ibaraki, o parque possui 200 hectares, com trilhas de bicicleta e outras variedades de flores ao longo do ano, caso de tulipas e narcisos. (Estadão Conteúdo)

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