Turismo

Como economizar em dólar nas viagens

Em tempos de alta da moeda americana, decisões simples garantem o melhor uso do dinheiro
Como economizar em dólar nas viagens
Usar dinheiro vivo sempre é a melhor saída para economizar nos gastos. Crédito da foto: Pixabay

Em tempos de dólar alto (e euro, libras, ienes…), qualquer economia em moeda estrangeira faz uma diferença enorme ao fim da viagem. A máxima “quem converte não se diverte” pode aliviar a consciência na hora, mas não alivia a fatura do cartão de crédito quando ela chega. A verdade é que passamos horas na internet pesquisando a passagem mais barata, o hotel mais vantajoso e, na hora da viagem, ficamos distraídos com despesas supostamente “menores”, como transporte e alimentação. Um grande erro.

Para não cair nessas pegadinhas de viagem, separamos seis dicas para você aplicar na sua viagem no exterior que ajudam a economizar sempre — e não apenas em tempos de real desvalorizado:

1) Em vez de restaurante, supermercado – Longe de mim falar para abrir mão das delícias locais para ficar cozinhando por aí. Mas dá para fazer escolhas: pesquise os restaurantes que você realmente quer conhecer e vá nesses sem dor na consciência. Só não precisa comer assim todos os dias. Compre no supermercado local os itens para o seu desjejum, no caso de apartamento alugado ou de seu hotel não incluir o café da manhã. Muitos mercados também vendem comida pronta, com talheres e até áreas com mesinhas e micro-ondas. É uma maneira de fazer uma refeição rápida, barata e com ares caseiros. Investir na comida de rua ou em mercados públicos é outra boa ideia: você experimenta a culinária local e paga menos do que em um restaurante tradicional.

2) Em vez de cartão de crédito, dinheiro vivo – A praticidade do cartão de crédito tem seu preço. Além do acréscimo do IOF de 6,38% para despesas no exterior, você fica sujeito às oscilações do dólar durante a viagem — a conversão é feita no fechamento da fatura. Claro que levar um bolo de dinheiro é sempre um risco, mas você pode dividir seus gastos durante a viagem: parte em dinheiro, parte em cartão. Compre a moeda aos poucos para não sofrer com as oscilações. Para travar a cotação do dólar, algumas empresas de câmbio têm ampliado as opções de compra de moeda, com opção de pagamento em até 12 vezes no cartão de crédito – como a operação é feita no Brasil, não incide a cobrança do IOF. Na Cotação, por exemplo, o cliente pode deixar avisado o valor que quer comprar de moeda estrangeira e até quando — os atendentes ligarão em dias estabelecidos que a compra seja feita a uma cotação média semanal, como proteção contra as oscilações no dia a dia.

Como economizar em dólar nas viagens
Muitos mercados vendem comida pronta, mais barata. Crédito da foto: Pixabay

No caso do cartão pré-pago, o IOF para despesas é o mesmo: 6,38% A vantagem é que, ao carregá-lo, você trava a cotação e não fica sujeito às oscilações da moeda. Sacar dinheiro lá fora é só para emergências. Sempre há taxas extras, que variam conforme o banco e o caixa eletrônico — mesmo com o cartão de débito de seu banco, ainda será cobrado IOF.

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3) Em vez de apartamento inteiro, quarto no Airbnb – Para quem viaja sozinho, alugar um apartamento inteiro no Airbnb pode ser uma despesa muito alta. Se você ainda quer se sentir um morador na cidade visitada e ter uma cozinha à disposição sem pagar tanto, alugar o quarto na casa de alguém é uma solução. A vantagem é ter contato direto com uma pessoa que conhece a rotina local e pode dar boas dicas. Fica bem mais barato e, de quebra, você pode ganhar um amigo. Fique atento, contudo, às regras de cada casa: algumas impõem horários para uso das áreas comuns. Cheque também a reputação de seu anfitrião e as avaliações de quem se hospedou antes de você para não ter surpresas indesejadas.

4) Em vez de transfer/táxi, transporte público – Antes de viajar, pesquise como é o transporte público no destino para onde você vai. Sair do aeroporto é sempre uma questão: você chega cansado e pronto para tomar decisões ruins e caras. Em Nova York, por exemplo, os serviços de van oficiais (como o SuperShuttle) têm um ótimo custo-benefício e te deixam na porta do hotel – custam, em média, US$ 20 por pessoa. Por outro lado, os táxis têm tarifa fixa de US$ 52 para Manhattan (mas há um adicional de pedágio e gorjeta, o que deixa a viagem custando de US$ 65 a US$ 70, em média) – compensa para quem vai em família. Metrô, nesse caso, não vale a pena: carregar bagagem e fazer baldeações não são coisas que combinam. Na dinâmica do dia a dia, invista em passes de transporte, que oferecem descontos para quem faz mais viagens e valem por um período maior.

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Para os fãs de Uber, dá para economizar muito no exterior trocando viajar sozinho pelo Uber Pool, especialmente na saída de alguns aeroportos. Vale lembrar que, como o carro faz paradas no caminho, é importante sair com antecedência, caso tenha compromisso com hora marcada. Atenção: lembre-se que cada corrida vai cair no seu cartão com IOF de 6,38%. Outra opção são as bicicletas e patinetes compartilhados, que existem em várias cidades e podem custar menos que o transporte público tradicional, com a vantagem extra de ser um passeio por si só. Fique atento, contudo, à segurança e as regras locais.

5) Em vez de alugar carro, apps de carona – Alugar carro é uma faca de dois gumes. A liberdade de dirigir para onde e quando quiser tem custos financeiros altos e uma tensão constante: entender placas, regras e encontrar lugar para estacionar. Aplicativos como o BlaBlaCar (bastante popular na Europa) informatizaram a carona. Você se cadastra, coloca onde está e para onde pretende ir e vê quem vai fazer o mesmo trajeto Assim, vocês dividem a despesa. O Waze Carpool funciona com o mesmo princípio, mas é mais usado para locomoção dentro das cidades.

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Como economizar em dólar nas viagens
Economize e use ônibus. Crédito da foto: Pixabay

6) Em vez de viajar de avião, vá de ônibus ou trem – Comprar passagem múltiplos destinos para visitar mais de uma cidade costuma ser bastante vantajoso não apenas pelo preço, mas também por manter a franquia de bagagem internacional em todos os trechos (voos internos têm franquias diferentes). Mas há casos em que viajar de trem, parando no caminho, pode valer mais a pena. Países como Suíça e Japão têm passes bem vantajosos que podem ser usados entre cidades e englobam transporte urbano A Rail Europe também oferece passes de trem que passam por múltiplos países, o que ajuda bastante na logística da viagem. Não descarte os ônibus. Entre Portugal e Espanha, por exemplo, as empresas são eficientes e os custos, baixos. Vale a pena especialmente se você quer conhecer diversas cidades do caminho. Nos Estados Unidos, as opções vão variar de acordo com a rota desejada. Pesquise com atenção a dinâmica dos ônibus – em algumas cidades, não há rodoviárias e os horários de partida podem não ser 100% confiáveis. (Adriana Moreira – Estadão Conteúdo)

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