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Bem-estar animal

Feriados e férias exigem cuidados com os pets

Veterinária orienta sobre viagens, hospedagem e medidas para garantir a saúde e a segurança dos animais durante a ausência dos tutores

20 de Outubro de 2026 às 20:56
Da Redação [email protected]
Cuidados devem ser tomados ao viajar com pets, a médica veterinária Larissa Jahnel, comenta sobre
No carro, o animal deve viajar em caixa de transporte ou com equipamento de retenção próprio (Crédito: DepositPhotos)

Seja em um fim de semana fora, em um feriado prolongado ou nas férias, viajar exige planejamento também em relação aos animais de estimação. Levar o pet, deixá-lo com familiares ou contratar uma hospedagem são alternativas que devem considerar o bem-estar, o temperamento e a saúde do animal, segundo a médica-veterinária Larissa Jahnel, docente do curso de Medicina Veterinária da UniFacens.

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Planejamento da viagem

Antes de pegar a estrada, é importante avaliar se o animal está apto para o trajeto. Pets doentes, em recuperação ou com dificuldades respiratórias precisam de avaliação veterinária. Também é necessário verificar vacinas, prevenção contra parasitas e documentos exigidos pelo destino e pelo meio de transporte. Em viagens internacionais, podem ser exigidos microchip, vacinação antirrábica e certificados sanitários.

No carro, o animal deve viajar em caixa de transporte ou com equipamento de retenção próprio, nunca solto ou com a cabeça para fora da janela. A recomendação é manter a alimentação habitual e oferecer água regularmente. Pets que enjoam ou ficam ansiosos no transporte podem precisar de orientação veterinária, mas a automedicação, deve ser evitada. Na bagagem, não podem faltar alimentos, água, medicamentos prescritos, documentos, guia, coleira e objetos familiares.

Quando o pet fica sem o tutor, mesmo que por poucos dias, a escolha do cuidador deve considerar a rotina e as necessidades do animal. Familiares e amigos podem assumir a tarefa, desde que tenham disponibilidade. Hotéis para animais são indicados para pets adaptados a ambientes coletivos, e é importante verificar higiene, segurança, supervisão e procedimentos para emergências. Já o pet sitter, que cuida do animal na casa do tutor, pode ser mais adequado para gatos e animais que se sentem seguros no próprio ambiente.

O responsável deve receber instruções sobre alimentação, medicamentos e comportamento, além de contatos de emergência e o endereço de uma clínica veterinária. Tratamentos não devem ser interrompidos nem ter as doses alteradas sem orientação profissional.

Larissa ressalta que gatos não devem ficar sozinhos por vários dias apenas com ração e água, situação comum em viagens de fim de semana ou feriado. Eles precisam de acompanhamento presencial para alimentação, higiene e observação do comportamento. Filhotes, idosos e pets com doenças crônicas exigem atenção adicional, com visitas mais frequentes e horários específicos para a medicação.

Atenção à rotina

Festas, visitas, música alta e fogos de artifício podem causar estresse nos animais. Tremores, respiração ofegante, inquietação, tentativas de fuga, alterações no apetite e isolamento são sinais de desconforto.

A recomendação é manter os horários habituais e preparar um espaço tranquilo e seguro, com água, cama e objetos familiares, além de proteger portas e janelas para evitar fugas. O contato com visitantes não deve ser forçado, e o pet não deve ter acesso a alimentos tóxicos, como chocolate, uva, alho e cebola, nem a bebidas alcoólicas, medicamentos e plantas perigosas. Quando o medo é intenso ou recorrente, o veterinário pode indicar acompanhamento comportamental e medicamentos específicos.

Entre os erros mais comuns estão mudar a alimentação repentinamente, interromper medicamentos e deixar o pet sem supervisão. Para Larissa, o planejamento deve garantir segurança, conforto, manutenção da rotina e assistência durante todo o período. (Frederico Spindola - programa de estágio)