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Carros clássicos ganham espaço como alternativa de investimento

08 de Agosto de 2026 às 21:15
Ford Mustang Boss 429 foi lançado em 1969
Ford Mustang Boss 429 foi lançado em 1969 (Crédito: REPRODUÇÃO)

Os carros clássicos vêm conquistando espaço nas carteiras de investidores de alta renda ao lado de ativos como obras de arte, relógios de luxo, joias e vinhos raros. A tendência é apontada pelo Knight Frank Wealth Report, levantamento anual que analisa o comportamento patrimonial das grandes fortunas no mundo. O movimento é conhecido como "investimento experiencial", no qual o bem adquirido alia potencial de valorização financeira à possibilidade de uso e apreciação pelo proprietário.

Segundo o empresário Mário Augusto de Castro, uma das principais características desses ativos tangíveis é a menor exposição à volatilidade típica dos mercados financeiros. Diferentemente de ações e títulos de renda fixa, os carros clássicos não possuem cotação diária e seu valor depende de fatores como raridade, originalidade, estado de conservação e demanda entre colecionadores especializados. Para ele, essa menor liquidez pode representar uma vantagem, ao reduzir a influência das oscilações de curto prazo.

O empresário destaca ainda que os veículos clássicos apresentam um diferencial em relação a outros itens de coleção por combinarem apelo internacional e possibilidade de utilização. Um modelo raro pode despertar interesse de compradores em diferentes países e, ao mesmo tempo, proporcionar ao proprietário a experiência de dirigir e participar de eventos automotivos, algo que não ocorre da mesma forma com obras de arte ou vinhos mantidos em coleções.

Embora mercados como Estados Unidos e países da Europa já contem com índices específicos, casas de leilão especializadas, gestoras e até fundos de investimento voltados para supercarros de marcas como Ferrari, Bugatti e Maserati, essa estrutura ainda está em desenvolvimento no Brasil. (Da Redação, com informações do Estadão Conteúdo)