VENDAS
A importância do mercado brasileiro tanto para VW quanto para Fiat
Comercialização pode ultrapassar 3 milhões de unidades e ainda assim estará 20% abaixo dos melhores dias
O Brasil não conseguiu superar o seu recorde histórico de vendas no mercado interno — 3.802.071 unidades, em 2012 — e nem recuperou o quarto lugar (hoje é o sexto) entre os países que mais comercializam veículos leves e pesados. Este ano, por exemplo, a comercialização pode ultrapassar 3 milhões de unidades e ainda assim estará 20% abaixo dos melhores dias.
Por outro lado, continua com bom potencial de crescimento ao se considerar alta relação de habitantes por veículo. A frota brasileira rompeu 50 milhões, no ano passado. Mesmo assim o País quase nada evoluiu na taxa de apenas 4,3 habitantes/veículo, enquanto México atingiu 2,7 e Argentina 3,4. A China tem cerca de quatro habitantes por veículo. Nada se compara, claro, aos EUA com praticamente 1 habitante por veículo.
De qualquer forma, o Brasil tem peso importante para as principais marcas aqui atuantes. A Volkswagen, segunda colocada em vendas, acaba de destacar seus números deste ano. Brasil representou a maior participação de mercado da marca no mundo com 16,5%. As 224.945 unidades vendidas no primeiro semestre deste ano ajudaram a Região América Latina a registrar o maior crescimento de vendas (mais 10,6%) para a marca alemã globalmente.
Em relação à Fiat, que lidera o mercado brasileiro de automóveis e veículos comerciais leves, o País tem uma posição proeminente para a centenária marca italiana. Foram 270.955 unidades emplacadas nos primeiros seis meses deste ano.
Segundo a consultoria Jato Dynamics, quatro em cada dez veículos da Fiat no mundo foram comercializados aqui. Na Itália, por exemplo, mesmo com incremento de 29% frente ao mesmo período do ano passado graças ao sucesso do Grande Panda (será fabricado em Betim (MG) com algumas mudanças e lançado como novo Argo ainda em 2026), a marca sediada em Turim vendeu 106.629 unidades, no primeiro semestre deste ano. (Da Redação, com colaboração de Fernando Calmon)