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Lançamento

Ferrari Luce: primeiro elétrico divide opiniões e derruba ações

06 de Junho de 2026 às 20:35
Cruzeiro do Sul [email protected]
Com 5,02 metros de comprimento e um porta-malas de 597 litros - o maior da história da Ferrari -, o Luce foca na praticidade sem sacrificar a eficiência
Com 5,02 metros de comprimento e um porta-malas de 597 litros - o maior da história da Ferrari -, o Luce foca na praticidade sem sacrificar a eficiência (Crédito: DIVULGAÇÃO)

Uma Ferrari é sempre uma Ferrari, certo? Bom, aparentemente, não. Após o anúncio do primeiro modelo elétrico da marca, entusiastas criticaram o visual nas redes sociais, o que causou uma queda de 7,8% nas ações da empresa.

No fim de maio, os papéis esboçaram leve reação, mas ainda assim operavam com 6,4% de queda em relação ao habitual — a maior retração desde outubro de 2025. Atualmente, a companhia é avaliada em cerca de US$ 57 bilhões.

O termo “Ferrari Luce” teve um aumento de mais de 3.150% nas pesquisas no Google, o que mostra o quanto o lançamento abalou setor. Porém, a mesma marca que já foi ovacionada pelos lendários F40 e 599 GTO hoje vive uma realidade bem diferente: o famoso “cancelamento” da internet.

Apesar do cenário turbulento, a cúpula da marca mantém a postura. “A Luce não é uma resposta à mudança”, afirmou o presidente John Elkann, presidente executivo da Ferrari, durante apresentação a jornalistas no domingo. “É uma decisão deliberada de liderar o que vem a seguir”.

Pela singela bagatela de R$ 3,5 milhões em conversão direta, a Ferrari Luce ostenta seu “charme” com dois propulsores no eixo dianteiro (286 cv) e dois no traseiro (843 cv). No modo boost, a potência salta para 1.050 cv.

“Um relâmpago silencioso que reescreve as leis da física”, diz a marca ao divulgar a aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 2,5 segundos.

O grande diferencial da Ferrari Luce está na carroceria. O projeto utiliza materiais translúcidos e estruturas vazadas que permitem ver “a alma da máquina”.

Por dentro, o painel apela para a nostalgia e resgata a estética dos clássicos dos anos 70, apesar de contar com grandes telas. A principal diferença está em quem assina o projeto: o visual foi idealizado por Jony Ive, designer famoso por seu trabalho na Apple e por trazer um tom minimalista às suas criações. (Da Redação, com informações do Estadão Conteúdo)

 

 

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