Mercado
Seminovos: o que você precisa saber sobre vender um carro usado
O mercado de veículos seminovos e usados vive um dos seus melhores momentos no Brasil. Entre janeiro e março, o acumulado de vendas atingiu mais de quatro milhões de automóveis, o que representa um crescimento de 12,7% sobre o mesmo período de 2025 Na comparação direta entre os meses de março de 2025 e 2026, a alta foi de 21,5%. Apesar do cenário favorável, ainda há muita desinformação que prejudica quem decide vender um carro.
Miguel Henrique Souza, CEO de uma rede de franquias especializada no segmento de intermediação de venda de veículos, explicou quais são os cinco principais problemas que contam sobre a venda de seminovos e o que diz o mercado na prática.
Carro só desvaloriza?
Embora a depreciação exista, o comportamento recente mostra o contrário em vários casos. A alta demanda por usados, impulsionada pelo encarecimento dos modelos zero-quilômetro, fez com que os preços subissem de forma consistente nos últimos anos, tornando o carro um ativo mais resiliente.
Vender por conta própria é mais vantajoso?
Outro mito recorrente é que vender por conta própria sempre garante mais lucro. Na prática, não é bem assim, já que existem custos ocultos, tempo de negociação, riscos de inadimplência e falta de conhecimento sobre precificação.
Intermediadora sempre paga menos?
O cenário mudou com a profissionalização do setor e o uso de dados. Existem plataformas e redes estruturadas que conseguem gerar concorrência entre compradores e oferecer propostas mais alinhadas ao valor real de mercado.
Quanto mais anúncios, melhor?
Segundo o especialista, excesso de exposição pode gerar efeito contrário, desvalorizando o veículo ao transmitir urgência ou dificuldade de venda. Estratégia e posicionamento são mais relevantes do que volume. “Não é sobre estar em todos os lugares, mas estar nos lugares certos, com a precificação correta”, diz Souza.
Melhor momento para vender já passou?
Essa ideia não se sustenta diante dos dados. O mercado segue aquecido, com demanda consistente e oferta ainda limitada em algumas faixas de veículos. “O Brasil vive um ciclo positivo para seminovos. Quem entende o momento e usa informação a seu favor consegue fazer ótimos negócios”, conclui o CEO. (Da Redação, com informações do Estadão Conteúdo)