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Toyota se une à Mercedes e Volvo em projeto de célula combustível

25 de Abril de 2026 às 21:52
Cruzeiro do Sul [email protected]
Células são feitas de diversos materiais que convertem hidrogênio e oxigênio em eletricidade, que move o motor
Células são feitas de diversos materiais que convertem hidrogênio e oxigênio em eletricidade, que move o motor (Crédito: DIVULGAÇÃO)

No dia 31 de março, Karin Radström, CEO da Daimler Truck, postou uma foto em rede social na qual aparece ao lado dos CEOs da Volvo, Martin Lundstedt, e da Toyota, Koji Sato, celebrando a entrada da montadora japonesa nos negócios da Cellcentric. As três empresas dividem o capital da empresa, uma companhia que produz células combustível para veículos pesados na Alemanha.

Esse componente é considerado chave porque representa alternativa barata e, possivelmente, viável do ponto de vista tecnológico para a redução das emissões em veículos comerciais.

“Se juntando à Cellcentric, a Toyota nos permitirá fortalecer e ampliar ainda mais a tecnologia de hidrogênio, que acreditamos complementar os propulsores elétricos a bateria na descarbonização do transporte. E isso trará um verdadeiro impulso para o movimento geral do hidrogênio e nos ajudará a dar vida a toda a sociedade do hidrogênio”, escreveu Karin na postagem.

A colaboração entre empresas concorrentes costuma ocorrer quando há no horizonte a necessidade de investir pesadamente em algo que pode vir a ser a bola da vez no futuro. Atualmente, no setor automotivo o tema são as novas energias, razão da união dos três grandes nomes da indústria.

O esforço busca mitigar o grande problema visto como responsável pelo atraso da eletrificação na frota de caminhões e ônibus: a rede de postos de recarga.

O caminhão elétrico hoje precisa restringir a circulação a regiões que contam com pontos de recarga. Na teoria, o oferta de hidrogênio que faz o veículo gerar a própria eletricidade que consome pode ser muito maior e mais simples de se criar onde não existe tal estrutura.

Na última edição do IAA Transportation, a maior feira de veículos comerciais do mundo, realizada em 2024, em Hannover, na Alemanha, a grande discussão foi justamente essa: o fato de todas as montadoras estarem ali expondo seus caminhões elétricos num momento em que a Europa não tem condições mínimas para que eles possam cruzar longas distâncias no continente sem a preocupação acerca da falta de ponto de recarga. Uma das vozes que defenderam na oportunidade uma intervenção do Estado nessa questão foi a CEO da Daimler Truck.

A entrada da Toyota é estratégica. Enquanto o mundo automotivo despendia tempo e recursos no powertrain elétrico plug-in (com carregamento da bateria na tomada), a montadora escolheu outro caminho e investiu em projetos que envolviam carros híbridos ou elétricos que utilizam o sistema de célula combustível baseado na eletricidade via hidrogênio.

Como funciona

De forma resumida, a solução funciona assim: um pacote de células, que são feitas de diversos materiais, do papel ao grafite, por exemplo, converte hidrogênio e oxigênio em eletricidade, que alimenta o motor elétrico e move o motor do veículo. O processo é eletroquímico e, portanto, não envolve combustão. (Da Redação, com informações do Estadão Conteúdo)