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Motor

Aposta na sofisticação

Commander flex prioriza conforto e tem espaço para até sete passageiros

24 de Março de 2022 às 00:01
Cruzeiro do Sul [email protected]
Apesar do preço em R$ 242 mil, o Commander tem fila de espera. O motivo, além da alta demanda, é a escassez de chips.
Apesar do preço em R$ 242 mil, o Commander tem fila de espera. O motivo, além da alta demanda, é a escassez de chips. (Crédito: DIVULGAÇÃO)

A Jeep fez uma grande ofensiva no fim de 2021 com o lançamento do Commander. O SUV de sete lugares feito em Pernambuco veio posicionado acima do Compass e com proposta de concentrar as vendas nas versões com o motor 2.0 turbodiesel de 170 cv. Entretanto, para ter preço competitivo, veio também com o 1.3 T270 turbo flex de até 185 cv e 27,5 mkgf de torque máximo.

O motor é conectado ao câmbio automático de seis marchas e a tração é apenas dianteira. O problema, no momento, nem é o preço de R$ 242.384 -- bem superior ao do Compass. A questão é a alta demanda e a escassez de chips. O SUV até hoje tem fila de espera. São raras as concessionárias com unidades a pronta entrega. A reportagem acelerou a versão turbo flex e conta se vale a espera.

O utilitário de sete lugares aposta no requinte e sofisticação a bordo. Na versão avaliada, a cabine têm forração em couro. Suede nos bancos e em outras partes, como painel e portas. O modelo herda vários itens do irmão, entre eles a moderna central multimídia com tela de 10” e conexão sem fio com Android Auto e Apple CarPlay.

Um destaque é a plataforma de conectividade Adventure Intelligence. Ela oferece serviços conectados com Wi-Fi nativo, assim como comandos remotos via App no celular. A multimídia também é compatível com assistentes virtuais, como a Alexa, da Amazon.

Na parte de segurança ativa, o Commander Overland flex conta com controle de cruzeiro adaptativo (ACC) com frenagem automática de emergência, em caso de risco de batida. Há assistente de saída involuntária de faixa, que faz correções no volante, assim como alerta de ponto-cego nos retrovisores. O Jeep também é capaz de identificar placas de trânsito, tem assistente de manobras, que faz a baliza de forma automática, e detector de fadiga do motorista. Por fim, há ajuste automático dos faróis principais (alto e baixo), saídas de ar-condicionado e portas USB atrás, e tampa traseira automática.

A despeito das heranças do Compass, o Commander tem visual próprio e imponente, com lanternas elegantes e iluminação Full LEDs em todas as versões. Para o motorista, o quadro de instrumentos tem display colorido e configurável. A bordo, a sensação é de maior riqueza em relação aos irmãos Compass e Renegade.

Com o Commander, a Jeep quer a liderança dos SUVs maiores, hoje com o Toyota SW4. Porém, na versão flex, ele não tem a valentia no 4x4 dos utilitários derivados de picapes médias a diesel. Ele até acelera bem no asfalto, com zero a 100 km/h em 9,9 segundos. Já o consumo médio é razoável: 6,9 km/l (E) e 9,8 km/l (G) na cidade, e 8,3 km/l (E) e 11,8 km/l (G) na estrada.

Com 1,7 tonelada, o seu ponto forte é o espaço interno. O entre-eixos de 2,79 metros entrega recebe até sete lugares e 661 litros de porta-malas quando ajustado para cinco adultos. Com todos os assentos ocupados, o bagageiro fica bem menor e recebe 233 litros. É o SUV “tamanho família” da Jeep. (Estadão Conteúdo)


FICHA TÉCNICA

Jeep Commander Overland

Preço: R$ 242.384

Motor: 1.3, 4 cil., turbo, flex

Potência: 185 cv (E) e 180 cv (G)

Torque: 27,5 mkgf a 1.750 rpm

Câmbio: Aut. de 6 marchas

Tração: Dianteira (4x2)

Comprimento: 4,77 metros

Entre-eixos: 2,79 metros

Porta-malas: 233 l (7) e 661 l (5)


Prós & contras

Prós: Imponente. Com 4,77 metros, Jeep Commander é grande por fora e tem interior amplo e caprichado

Contras: Desempenho. Talvez a versão turbo flex desaponte quem espera por consumo e desempenho melhores