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Honda CR-V 2021, feito nos EUA, evolui e fica ainda mais seguro

Destaque é o reforço tecnológico nos sistemas de segurança, com o pacote Honda Sensing

01 de Julho de 2021 às 00:01
Da Redação [email protected]
No CR-V Touring, há sistemas ativos como assistente de mudança involuntária de faixa de rolamento e controle de cruzeiro adaptativo (ACC) com ajuste automático de velocidade. Ambos operam entre 40 km/h e 145 km/h.
No CR-V Touring, há sistemas ativos como assistente de mudança involuntária de faixa de rolamento e controle de cruzeiro adaptativo (ACC) com ajuste automático de velocidade. Ambos operam entre 40 km/h e 145 km/h. (Crédito: DIVULGAÇÃO)

O CR-V 2021 chega às concessionárias Honda do Brasil trazendo poucas alterações externas, mas com um importante reforço tecnológico nos sistemas de segurança. O SUV médio feito nos Estados Unidos tem preço sugerido de R$ 269.900 na versão Touring. Ou R$ 274.700 para o Estado de São Paulo, por causa do ICMS.

Segundo a Honda, os mais de R$ 60 mil de acréscimo em relação ao preço da linha 2020 são justificados sobretudo pela perda de valor do real ante o dólar. A marca não revelou suas pretensões em relação às vendas, mas devem ser similares às de 2020. Ou seja, cerca de 500 unidades por ano.

Trata-se de um grande desafio diante das opções disponíveis no mercado, como os renovados Jeep Compass e Peugeot 3008. Bem como os inéditos Ford Bronco Sport, Toyota Corolla Cross e Volkswagen Taos. Além do arquirrival Toyota RAV-4, que, diferentemente do Honda, tem tecnologia híbrida.

Enfim, o grande destaque do novo CR-V Touring é o pacote de segurança Honda Sensing. Há sistemas ativos como assistente de mudança involuntária de faixa de rolamento e controle de cruzeiro adaptativo (ACC) com ajuste automático de velocidade. Os dois operam entre 40 km/h e 145 km/h.

Há também monitoramento de atenção do motorista e controle vetorial de torque ligado aos controles de tração e estabilidade Seis air bags (frontais, laterais e do tipo cortina), sistema Isofix para fixar assentos infantis e freio de estacionamento elétrico são itens de série.

O assistente de manutenção de faixa é “exigente”. Durante a avaliação, o sistema só funcionou em locais onde havia faixas bem pintadas e definidas na via. Nesse caso, o SUV seguiu bem centralizado.

No visual, as alterações são imperceptíveis. A dianteira continua “bicuda”, mas perdeu peças cromadas, tipo de acabamento que passa a ser utilizado nas laterais e tampa do porta-malas. Isso ressaltou o desenho das rodas de liga leve de 18 polegadas, que são escurecidas.

Interior mescla materiais classudos com exagero de texturas. - DIVULGAÇÃO
Interior mescla materiais classudos com exagero de texturas. (crédito: DIVULGAÇÃO)

Uma boa novidade é o sistema de abertura do porta-malas sem uso da chave. Basta se aproximar, com a chave no bolso, e passar o pé sob o para-choque. Na cabine, a parte superior é revestida com materiais “classudos” e suaves ao toque. Do painel intermediário para baixo, porém, há sete tipos diferentes de texturas, incluindo apliques de plástico que imitam madeira.

Outra novidade é o botão físico no sistema de entretenimento que, segundo a Honda, atende aos pedidos dos clientes. Ele é bem-vindo, uma vez que a tela de 7‘ sensível ao toque tem respostas lentas e é imprecisa. Aliás, o sistema é complicado de usar, com agrupamento confuso e operação pouco intuitiva. Já o painel de instrumentos é bonito, colorido e mostra dados como a rotação do motor.

Porém, quem quiser zerar o hodômetro parcial, buscar uma segunda indicação (trip B) ou o consumo médio, terá dificuldade. O head up display, que projeta dados na linha de visão do motorista (não é preciso tirar os olhos da via), ajuda muito. Colorido, traz dados resumidos inclusive do GPS.

O novo carregador por indução (sem uso de cabos) funciona bem, mas só para telefones com tela de até 6‘. Ao menos há o alento das portas USB, dos tipos 1 e 1,5 A. Há conexão com as interfaces Android Auto e Apple Carplay.

O teto solar com duas lâminas é bonito e muito funcional. Além disso, serve para distrair as crianças em viagens longas.

Desempenho

O Honda CR-V Touring 2021 mantém o motor 1.5 turbo com injeção direta da linha 2020, bem como o câmbio CVT e a tração 4x4. O quatro-cilindros a gasolina gera 190 cv de potência e 24,5 mkgf de torque. Apesar dos bons números, o trem de força não empolga. Sobretudo em arrancadas, como nas saídas de semáforos.

Porém, depois que deslancha, o CR-V Touring 2021 parece ficar mais esperto. E vai bem ao retomar velocidade, como ocorre em ultrapassagens. Ou seja, o comportamento é de um modelo focado em famílias. O amplo espaço interno confirma isso. São 2,66 metros de distância entre os eixos e o porta-malas tem acesso facilitado. Aliás, são 522 litros de capacidade com todos os lugares ocupados. O Honda recebe bem até cinco adultos e suas bagagens.

Segundo a marca, com um litro de gasolina o carro roda até 11 km na cidade e 12,3 km na estrada. Graças a melhorias no start&stopo, que desliga e religa o motor sozinho. (Da Redação)

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