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Saúde

De bem com o coração

Dosagem periódica do nível de colesterol ajuda a prevenir doenças cardiovasculares

11 de Agosto de 2021 às 00:01
Da Redação [email protected]
Identificar alterações na proporção de lipídios pode salvar vidas.
Identificar alterações na proporção de lipídios pode salvar vidas. (Crédito: DIVULGAÇÃO / SOCERJ)

Embora não apresente sintomas, o colesterol alto é o principal fator de risco para o desenvolvimento das doenças arteriais, seja o infarto, o acidente vascular cerebral (AVC), que é o derrame cerebral, ou a doença arterial periférica. O alerta lançado no Dia Nacional de Combate ao Colesterol -- comemorado no domingo (8) -- justifica a orientação para que a população faça a dosagem periódica do seu perfil lipídico. “O exame que identifica irregularidades em lipídios como colesterol e triglicerídeos pode salvar sua vida”, afirma Marcelo Assad, diretor de Prevenção da Sociedade de Cardiologia do Rio de Janeiro (Socerj).

“Então, é muito importante que o indivíduo faça a dosagem pró-ativa, para saber como está o seu colesterol”, orientou Assad. Segundo o cardiologista, o indivíduo a quem deveria ser obrigatório fazer a dosagem de forma seriada é aquele que tem história na família de colesterol alto, quem tem história familiar de infarto ou AVC, ou ainda aquele indivíduo que já teve algum desses problemas. “Esses, obrigatoriamente, têm que ter o seu perfil dosado no colesterol”.

Outra mensagem importante é a partir de que idade deve-se dosar o colesterol nas crianças. “A gente sabe que a partir dos 10 anos de idade, toda criança no início da adolescência deve ter o seu perfil de colesterol dosado, porque existe uma situação que não é incomum, onde tem o componente familiar de colesterol alto”. Nos indivíduos que têm pais ou parentes próximos que tiveram doenças cardiovasculares com colesterol elevado, a recomendação é que a dosagem seja feita a partir do segundo ano de vida. “Isso é importante para a gente tentar estratificar aquelas pessoas que têm colesterol alto”, comentou o médico.

De acordo com o cardiologista, as crianças de hoje são menos ativas fisicamente, tendendo ao ganho de peso precoce, o que contribui para um distúrbio global, no qual o colesterol está presente. Por isso, é importante ter alimentação adequada para as crianças e que elas façam atividade física regular desde pequenas, para que ganhem esse hábito ao longo da vida.

Estimativas

Dados do Ministério da Saúde apontam que quatro em cada dez brasileiros têm colesterol alto e 20% dos adolescentes, de 12 a 17 anos, também têm índices elevados. Marcelo Assad chamou a atenção para a importância de se entender que a alimentação tem participação significativa no colesterol alto. Entre 20% a 30% de todo o colesterol vêm da alimentação. Segundo ele, mais de 70% a 80% do colesterol são o próprio fígado que produz.

“É fundamental que o indivíduo tenha uma vida saudável, com alimentação balanceada, não fumando, controlando a sua pressão, fazendo exercício, tentando diminuir o estresse e não acumulando peso ao longo da vida, para a gente tentar diminuir a chance de eventos cumulativos. Mas é muito importante dosar o colesterol e o médico definir qual é o risco desse indivíduo, para que possa traçar se ele vai precisar de remédio ou não para o resto da vida”, disse o diretor da Socerj. (Da redação, com Agência Brasil)