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Um novo começo: Eloísa e os bichos

Temos muitos imigrantes na nossa cidade, especialmente haitianos, que vieram ao Brasil em busca de uma vida melhor
Um novo começo
Crédito da foto: Reprodução

Vanessa Marconato Negrão

Temos muitos imigrantes na nossa cidade, especialmente haitianos, que vieram ao Brasil em busca de uma vida melhor. Hoje são os haitianos, mas ontem foram os espanhóis, os italianos e outros, de outras partes do mundo, que nem fazemos ideia.

Foram os imigrantes que ajudaram a construir as cidades do interior de São Paulo. Eu mesma morei toda minha infância numa cidade que é colônia holandesa e até hoje honra seus antepassados resgatando suas origens com danças, comidas e rituais. Meu avô contava das dificuldades que a sua família tinha passado na Itália antes de buscar abrigo no Brasil. Realmente, não deve ser fácil. Deixar para trás um lugar de onde provém todas as suas memórias, sua cultura, suas histórias.

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No livro “Eloísa e os bichos”, ao se mudar com o pai para uma nova cidade, Eloísa acaba por se defrontar com um mundo totalmente diferente do que conhecia, no qual se sente um verdadeiro bicho estranho. Mas com o passar do tempo as coisas ficam menos complicadas e aos poucos ela vai se adaptando ao seu novo lar. Vejo isso todos os dias no sorriso das crianças haitianas que estudam na minha escola. Me alivia o coração vê-las brincando felizes, com os colegas da sala, apesar arriscarem poucas palavras em português. Me convencendo definitivamente que a linguagem do amor é universal, pelo menos do amor que sustenta a alma das crianças.

O livro foi escrito por Jairo Buitrago, tem as ilustrações arrebatadoras de Rafael Yockteng e foi publicado pela Editora Pulo do Gato.

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Vanessa Marconato Negrão é professora e apaixonada por literatura infantil

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