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Cruzeirinho

Um mistério na sala de aula

Nesse momento ouvimos um barulho na porta como se fosse alguém batendo
Um mistério na sala de aula
Crédito da foto: Pixabay

* baseado em fatos reais

Autor: Samuel Rocha Gomes. Personagens: Samuel e seus colegas do 5º ano da Escola Estadual Professor Accácio de Vasconcellos Camargo
Orientação: Professor Clalbo Martins

Era um dia comum de aula, uma quinta-feira. Lá fora estava um tempo bom, ensolarado, mas com muito vento. Estávamos tendo aula de matemática e fazíamos uma atividade com o auxílio de calculadoras, sobre números decimais. Um dos alunos notou que o Sol estava muito avermelhado, ficamos até em dúvida se era realmente o Sol ou se era a lua cheia que ainda estava aparente no céu.

Ao iniciar a terceira aula, que seria da professora de Educação Física — que por algum motivo desconhecido não foi nesse dia –, o professor aproveitou que estávamos elaborando nossa coletânea de conto de mistério, do livro “Ler e escrever” e pediu que os grupos continuassem os contos. Tudo parecia normal, mas quando ele começou a contar umas histórias que ouvia quando era mais jovem, o clima começou a ficar estranho para alguns, principalmente pra mim.

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Nesse momento ouvimos um barulho na porta como se fosse alguém batendo, o professor ainda brincou e falou:

— Olhem só! É bom esperar bater mais uma vez, vai que seja assombração.

Todo mundo ficou apavorado, mas ele não deu importância e foi lá atender a porta dizendo que podia ser a professora de Educação Física, que estava chegando atrasada. Ele abriu, mas não havia ninguém.

O professor continuou a dar exemplos de como fazer suspense e até contou uma história antiga da família dele, muito assustadora, que nem quero contar aqui.

Ficamos todos muito apreensivos, não conseguimos escrever uma frase sequer em nossas histórias. O vento fazia barulho lá fora, a maçaneta da porta estava com defeito e colocamos carteiras para manter a porta fechada.

Eu olhava por todo lado, e foi nessa hora que me voltei para a janela. Eu estudo no último andar, na última sala, e a copa das árvores fica ao lado da janela. Quando olhei para uma das árvores, vi um vulto, não dava para identificar o que era, mas tenho certeza de que não era vento, nem pássaro. O vulto apareceu no galho, como se fosse alguém observando a sala.

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Para piorar, deu um vento tão forte que abriu a porta de uma só vez, empurrando as carteiras que a seguravam. E o relógio, que estava pendurado na parede, espatifou-se no chão. Quebrou em várias partes.

Eu não consegui segurar o medo e comecei a chorar, a voz não saía. Meus colegas tentaram me acalmar, mas eu só pensava no que havia visto na árvore e agora com esse vento, parecia que era um recado… não sei.

O professor tentou me convencer de que era só o vento. Já a coordenadora falou que poderiam ser os macaquinhos que sempre aparecem nas árvores. O medo até diminuiu um pouco, mas ainda penso muito neste dia e agora evito ficar olhando para a janela para não reviver aquele mistério que aconteceu na sala de aula.

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