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Cruzeirinho

Só um filhotinho

Artigo escrito por Vanessa Marconato Negrão, professora e apaixonada por literatura infantil
Só um filhotinho
Crédito da foto: Divulgação

Vanessa Marconato Negrão

Quando eu li para as crianças “O Búfalo que só queria ficar abraçado”, fiquei surpresa por a maioria delas nunca ter visto um búfalo. Aliás, a maioria delas nem sabia o que era um búfalo.

Já eu entendo bem de búfalos. Eu devia ter 6 ou 7 anos e no caminho da escola tinha um pasto cheio deles. Eram búfalos raros, albinos, de olhos azuis. Lembro de que eles paravam de pastar e iam até a cerca para me ver passando na minha bicicleta cor de rosa. Confesso que ficava meio espantada com os olhos profundos desses animais e levei muito tempo para me acostumar com seu jeito sereno e ao mesmo tempo assustador.

Em compensação, levou só um virar de página para que meus alunos se apaixonassem pelo bichinho (ou seria bichão?) dessa história. Principalmente porque esse búfalo, como o título já diz, só queria ficar abraçado. “Os búfalos são animais selvagens, grandes e fortes. Eles têm até um par de chifres na cabeça!”. Mas esse bufalozinho, mesmo com chifre e esse tamanhão todo… aaaahh que fofo!

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A única coisa que ele queria era ficar abraçado com a mamãe, grudado nela feito carrapato. Um dia, a sábia mamãe búfala, para ajudar seu filhote a crescer mais forte e independente, resolve lhe dar uma pedrinha, uma espécie de amuleto. “Tome essa pedrinha como sinal do meu amor!” ela disse. Cada vez que olhava a pedrinha o pequeno búfalo entendia que por mais distante que estivesse da mãe, ele jamais perderia o seu amor.

“O Búfalo que queria ficar abraçado”, da editora Carochina, é escrito pela psicóloga Thais Lahan Morello, que vive aqui em Sorocaba, e ilustrado por Juliana Basile, que nunca tinha desenhado um búfalo antes, mas adorou a experiência.

Vanessa Marconato Negrão é professora e apaixonada por literatura infantil.

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