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Quem disse que os animais de estimação são todos iguais?

Muitas crianças adotam e cuidam de bichinhos bem diferentes dos tradicionais cachorro e gato. E se divertem com eles!
Quem disse que os animais de estimação são todos iguais?
Alice e um de seus hamsters. Crédito da foto: Mauro Baptistella / Cortesia

João Vicente tem uma galinha de estimação que faz sucesso por onde anda. Galinheta vai com ele inclusive na escola. Revati e Lalita cuidam de uma vaquinha chamada Rasa e de seu filho Bimal. Isabele tem Amarelo, um peixinho que ama nadar. Nicolas e Manoela precisam ficar espertos com a calopsita Bela, que adora pousar na cabeça. Já Alice cuida de 11 hâmsters! Cada um contará hoje pra você como é ter esses bichinhos, que são diferentes dos já muito requisitados cães e gatos, e de que forma cuidam deles.

Alice Garcia Baptistella, 9 anos, tinha apenas um casal de hamster, a Estrela e o Nick, até que eles deram cria. Nasceram seis filhotinhos, que Alice batizou assim: Amora, Serena, Felipe, Cristiano Ronaldo, Pipoco e Lili. Feliz da vida com seus bichinhos, a pequena não esperava mais uma surpresa. O casal teve mais nove “filhos” e depois mais sete! De repente, Alice estava com 24 hamsters. A família cresceu demais. E ela conta o que teve de fazer. “A gente doou a cria em que nasceram sete, já na de nove, só alguns não sobreviveram ao parto, apenas três”, disse.

Alguns ficam na casa de seu pai, em Sorocaba, e outros na casa da mãe, em Atibaia. Os bichinhos ficam em uma gaiola com brinquedos e também passeiam em alguns cômodos, na companhia de Alice. “Logo de manhã já vou ver se está tudo bem. Pego na mão porque eles gostam bastante de carinho. Alguns fazem barulhinho e se isso acontece é porque não estão gostando”, comenta. Ela limpa a gaiola, dá ração, coloca água e de 15 em 15 dias troca a palha, para ficarem quentinhos. Conforme ela, é fácil cuidar e dá para reconhecer cada um deles, pois têm características diferentes. “Gosto de ter hâmsters porque são muito fofinhos. Tenho dó deles, porque são usados como alimento para outros bichos”, lamenta.

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Uma calopsita maluca

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Os irmãos Manoela e Nicolas, com a Bela. Crédito da foto: Erick Pinheiro

Os irmãos Nicolas Glasser Palacios, 10 anos, e Manoela, 8 anos, cuidam de uma calopsita. Cada um tinha ganhado uma, mas a de Manoela acabou fugindo e agora a menina ajuda a olhar a do irmão. A pequena Bela tem dois anos e costuma voar livre pela casa. Claro, as janelas ficam fechadas. Uma vez aconteceu de esquecerem abertas e Bela escapou, mas acabou sendo encontrada.

Nicolas conta que não é muito difícil cuidar. “Tem que dar bastante amor pra ela, senão ela não gosta e aí não aceitará ficar com você”, aconselha aos que desejam ter um pássaro como esse. A calopsita come sementes. “Coloco num potinho e a água em outro. Também toma banho, mas aí colocamos água morninha.”

Bela tem uma mania muito maluca: toda hora gosta de pousar na cabeça das pessoas. “A gente já se acostumou”, se diverte o menino.

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A princesa Galinheta

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João Vicente e Galinheta. Crédito da foto: Arquivo Pessoal

Ela é a princesa da casa. A galinha de estimação Galinheta — que ganhou esse nome por causa de uma personagem da Patrulha Canina — toma banho no chuveiro e vai até para a escola com o seu tutor João Vicente Sakurai, 5 anos. Eles moram em Piracicaba (SP) e Galinheta é bem famosa por lá. João conta que ela é sua “filhotinha”. “Ela entra no chuveiro comigo e com a mamãe e passamos xampu”, comenta.

Para cuidar dela, João Vicente dá ração com milho. Galinheta bota ovos todos os dias, mas na poltrona do papai. “Depois que botou, ela começa a voar e cacarejar pra avisar. Aí eu vou, pego os ovos e coloco na geladeira”, diz.

Galinheta gosta de receber carinho e até beijo — o incrível é que ela não pica. “Quando faço carinho, ela agacha”, observa o menino.

O peixinho Amarelo

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Isabele e o Amarelo. Crédito da foto: Arquivo Pessoal

A pequena Isabele Cristina Belinassi da Silva Veloso, 5 anos, é dona do peixe Amarelo. “Dou comida pra ele, vem num pacotinho, é feita para peixe”, conta. Ela alimenta Amarelo de manhã e de noite.“Ele dorme e nada bem devagarzinho. Gosto de ter peixe para ficar vendo nadar.”

Rasa e seu filhote Bimal

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Revati e Lalita cuidam da Rasa e de seu filhote. Crédito da foto: Arquivo Pessoal

As irmãs Revati Ferreira Justo, 11 anos, e Lalita, 4 anos, que moram em Paraty (RJ), em uma ecovila, e cuidam da vaquinha Rasa e de seu filhote, o Bimal. Os dois são muito amados pelas meninas, que costumam cuidar dando capim e cascas de frutas. “Eu amo a Rasa. Ela come capim de verdade, na minha mão”, conta Lalita. “O filho mama no peitinho dela”, acrescenta. Lalita ainda afirma que Rasa gosta muito de casca de laranja e não tem medo de colocar os alimentos na boca da vaca. “Ela é muito boazinha”, diz.

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Crédito da foto: Arquivo Pessoal

Conforme Revati, Rasa e seu filhote ficam no pasto junto com outros animais da espécie. “Costumo fazer muito carinho, dar coisas que gostam de comer e brincar também. Eles se esfregam na gente, gostam de lamber…”. Revati conta que a vaquinha Rasa tem uma história de sobrevivência. Ela foi salva de um lugar que seria morta para venderem sua carne para um açougue. “A gente não come carne. Se eu pudesse, salvaria todas as vacas.”

Fique de olho

Vale lembrar que a lei permite ter animais exóticos nas residências como cobra, iguana, alguns tipos de pássaros, desde que sejam adquiridos por instituições autorizadas pelo Ibama. Ao comprar esses pets é preciso exigir nota fiscal e certificado de origem. (Daniela Jacinto)

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