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Cruzeirinho

Que tal escrever uma história?

Usando a criatividade e imaginação dá para criar muitas aventuras e mistérios
Que tal escrever uma história?
O primeiro grupo escreveu o conto “O desespero de Daniel”. Crédito da foto: Divulgação

O Cruzeirinho deste domingo (1º) já chega todo “prosa” para fazer uma proposta especial a você, pequeno leitor. Que tal criar um conto? Opa, mas o que é isso? Um conto é uma história! Quem já sabe escrever, pode providenciar lápis, borracha e papel. Já quem ainda não sabe, pode pedir a ajuda dos pais, tios ou avós para irem anotando enquanto a história está sendo criada. Topa tentar?

Para criar uma história, em primeiro lugar, é preciso ter imaginação. Aqui vai uma ajudinha: sobre o que você gostaria de falar? Quem participaria de sua história, ou seja, quem seriam os personagens? O que acontece com eles? Enfim, como é que termina?

Depois de inventar uma situação, para você falar ou escrever, é preciso saber algumas técnicas, como por exemplo anotar ou pronunciar as palavras corretamente, fazer as devidas pausas (colocar vírgulas)… Além das normas da língua portuguesa, ainda é preciso saber que o conto, que estamos criando agora, é um gênero literário e existem vários deles, como romance, novela, crônica, poesia…

O que importa, agora, é saber que os contos são histórias curtas, que em geral conseguimos “contar” facilmente para os outros, sem esquecer dos detalhes. A grande maioria das histórias que você conhece, como João e Maria, Chapeuzinho Vermelho e Branca de Neve, são contos. Alguns são de fadas, outros de terror, outros de mistério… E todos possuem um narrador, que é quem está falando sobre a história.

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Várias ideias em uma só história

Alunos do 5º ano da Escola Estadual Professor Accácio de Vasconcellos Camargo, no bairro Aparecidinha, aprenderam com o professor Clalbo Martins a fazer contos de mistério. A atividade foi bem divertida, cheia de suspense, aventuras e também medo!

Eles contam um pouco como foi e, a partir da experiência desses estudantes, você pode tirar algumas ideias para o seu texto. Os alunos foram divididos em quatro grupos para uma criação coletiva, ou seja, fizeram juntos as histórias. Um dava uma ideia, outro acrescentava, outro escrevia e assim aconteceu. Aliás, se você se sentir mais à vontade, pode convidar alguém para te acompanhar na criação.

O primeiro grupo escreveu o conto “O desespero de Daniel”. As ideias vieram principalmente de Samuel Rocha Gomes, 10 anos, e Eduardo Leonardo Moreira Trevisan, 11 anos. Eles foram falando e os outros deram alguns palpites.

Inicialmente, eles pensaram em dois tipos de história: uma sobre o homem do capuz preto e outra sobre um advogado chamado Daniel. Depois, uniram todas as ideias em uma só. Como você já deve ter percebido, algo deve acontecer entre Daniel e o homem do capuz preto. No final, depois de passar alguns apertos, Daniel percebe que tudo não passava de um sonho. Ufa!

Todos acharam muito legal escrever conto. “Tivemos o prazer de escrever um”, resumiu Eduardo.

Já Bianca de Andrade Camilo da Silva, 11 anos, lembrou que depois de tudo escrito, tem a parte da edição. Nessa hora, é preciso reler o texto e ir cortando frases que estão repetitivas e trocando palavras iguais por sinônimos (outras palavras que querem dizer a mesma coisa). “Na nossa edição, não precisamos cortar muito. Mas tivemos de corrigir o português. Também estávamos tão ansiosos que não colocamos as falas. Esquecemos disso”, lamenta, referindo-se ao diálogo, em que se coloca um travessão antes da frase.

Danielly Brisolla Giuli de Andrade, 11 anos, disse que no começo eles não estavam tendo noção da organização. “Estava tudo bagunçado.” No fim, deu tudo certo.

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‘O acampamento mal-assombrado’

Que tal escrever uma história?
As crianças do grupo 2 gostaram de escrever e querem ter a oportunidade de criar histórias mais vezes. Crédito da foto: Divulgação

O segundo grupo escreveu o conto “O acampamento mal-assombrado”. Trata-se de uma história sobre cinco amigos que foram acampar e se surpreenderam com os acontecimentos. Nesse acampamento tinha tanta coisa estranha, que o mistério ficou no ar, contou Auanda de Sousa Fernandes, 11 anos.

Conforme Ingrid Roberta da Cruz dos Santos, 11 anos, todos gostaram de escrever e querem ter a oportunidade de criar histórias mais vezes, principalmente dar continuidade nessa que eles inventaram. “A gente não precisou mexer muito, só corrigir alguns erros de ortografia. O professor decidiu trocar algumas palavras, para diferenciar o vocabulário”, acrescentou Ingrid.

Um final surpreendente

Que tal escrever uma história?
O grupo 3 criou o conto “O garoto do acampamento”. Crédito da foto: Divulgação

Outra história elaborada, desta vez pelo grupo 3, foi “O garoto do acampamento”. Um dia, três amigos foram acampar e perceberam que tinha um menino que costumava ficar sempre no portão e chamar as pessoas para brincar junto, mas ninguém ia. Esses três amigos resolveram brincar com o menino e então aconteceu algo surpreendente envolvendo essa criança, que até então se sentia rejeitada.

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Maria Eduarda da Silva, 13 anos, Leônidas Caetano Pereira, 9 anos, e Marcos Vinícius Brizola Carlos, 10 anos afirmaram que foi difícil pensar na história, mas depois de terem tido as ideias, ficou fácil escrever.

‘O mistério da chácara’

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O grupo 4 resolveu escrever uma história baseada em fatos reais. Crédito da foto: Divulgação

Por fim, o último grupo escreveu sobre “O mistério da chácara”. Gabriel Nobre do Prado, 11 anos, afirma que a história é baseada em fatos reais. Os amigos acabaram incrementando depois.

Ele conta que, em certa ocasião, estava com seus pais e amigos em uma chácara situada no bairro Éden. “Mas eu vi no porão algo que parecia ser um caixão. Depois descobri que era mesmo, porque lá tinha sido uma fábrica de caixões”, disse. De acordo com Andrew Barbosa Nascimento da Costa, 11 anos, o grupo queria colocar ainda mais detalhes, mas o texto iria ficar grande demais.

Aconteceu na própria sala de aula

O professor Clalbo Martins afirma que, para esse trabalho, iniciado com o professor anterior, ele usou o material do programa Ler e Escrever, da Secretaria Estadual da Educação, que propõe autonomia para os alunos escreverem seus próprios textos.

A parte mais maluca de tudo isso é que um dos contos escritos pelos estudantes é baseado em fatos reais e aconteceu na própria sala de aula!

Esperamos que a partir das ideias desta reportagem você tenha criado um conto bem interessante. Se sentir vontade, compartilhe com a gente. Mande para o e-mail cruzeirinho@jornalcruzeiro.com.br. Estamos esperando! (Daniela Jacinto)

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