Cruzeirinho

Pequenos celebram o Dia das Crianças de um jeito diferente

Com o isolamento social provocado pela pandemia da Covid-19, a diversão da garotada será em casa
Pequenos celebram o Dia das Crianças de um jeito diferente
Mesmo em casa, Tareq Suais Corrá continua se divertindo bastante. Crédito da foto: Fábio Rogério

Amanhã, dia 12 de outubro, é comemorado o Dia das Crianças. A data foi criada especialmente para exaltar a infância e homenagear todas as crianças do Brasil. Por conta da pandemia do novo coronavírus, esse ano a comemoração será um pouquinho diferente. Os passeios se tornaram opções inviáveis devido as medidas de isolamento social. Mas isso não é motivo para desanimar. Longe da escola e dos amigos, os pequenos encontraram novas formas de se divertir em casa.

E para saber qual é a expectativa para essa data tão aguardada pelos pequenos, o jornal Cruzeiro do Sul conversou com alguns alunos do Colégio Politécnico que irão festejar o dia em casa com muita brincadeira e diversão. Uma das estudantes é a Alice Guarini Lanzieri, de 6 anos, que vai aproveitar o Dia das Crianças com a família. “Acho que vai ser muito legal. Vou passar vou o dia inteiro brincando. Minhas brincadeiras preferidas em casa são esconde-esconde e pega-pega”, conta.

Pequenos celebram o Dia das Crianças de um jeito diferente
Alice Guarini Lanzieri vai aproveitar a sua data preferida com a família. Crédito da foto: Fábio Rogério

Alice também celebrou a data no colégio. “A escola fez uma semana especial das crianças, com várias atividades. Todas on-line. A gente se fantasiou, foi muito legal”. O Dia das Crianças é uma das datas preferidas de Alice. “Eu gosto de ser criança. A parte mais legal é que a gente pode brincar o quanto quiser”, conta, ao destacar que os pequenos também precisam cumprir as regras, como não falar palavrão. “Depois que passar a pandemia, vai ser muito legal porque vamos poder sair passear”.

Manuela Rosenberg Grando, de 7 anos, também fez planos para comemorar o Dia das Crianças em casa, junto com os pais. “Estamos planejando brincar bastante. Vamos jogar, pular corda, fazer várias coisas dentro de casa”. Porém, ela está achando a data um pouco estranha por conta da pandemia. “Pela primeira vez não vamos poder celebrar o Dia das Crianças com os amigos”. Para matar a saudade dos amigos da escola, Manuela usa a internet. “Estou sempre enviando mensagens para eles”.

Pequenos celebram o Dia das Crianças de um jeito diferente
Manuela Rosenberg Grando está achando a data um pouco estranha. Crédito da foto: Fábio Rogério

Para Manuela, quando a pandemia passar, as pessoas vão entender tudo o que aconteceu e, no futuro, irão contar para os filhos. “Não está sendo legal, mas o lado bom é que as pessoas estão aprendendo a se cuidar mais”. Manuela compara a pandemia com o medo. “A gente pensa que não vai conseguir superar, mas com o tempo conseguimos vencê-lo. No fim tudo fica bem”, garante.

Davi Mariano Quaresma Camargo, de 10 anos, concorda com Manuela e diz que esse Dia das Crianças vai ser mais difícil. “Não vamos poder brincar com os amigos”. Porém, ele diz que é preciso celebrar a data. “É importante ser criança, é um período para se divertir. Quando a pessoa aproveita essa fase, ela tem uma vida melhor e mais feliz. Precisamos ficar mais atentos ao presente e pensar em coisas boas. No futuro, iremos esquecer os momentos ruins da pandemia”.

Pequenos celebram o Dia das Crianças de um jeito diferente
Davi Mariano Quaresma Camargo lamenta não poder brincar com os amigos. Crédito da foto: Fábio Rogério

Para ele, a pandemia vai passar mais rápido do que imaginamos, já que estão sendo desenvolvidos vários estudos na área da ciência e tecnologia. Nos últimos meses, Davi diz que a vida das pessoas mudou bastante, trazendo novos aprendizados. “Não posso ver os meus amigos da escola, pois as aulas são só online. Agora, usamos máscaras para nos proteger. Mas, por outro lado, aprendemos a se importar mais com os outros”.

Assim como os colegas da escola, Tareq Suais Corrá, de 9 anos, vai comemorar o Dia das Crianças de uma forma diferente este ano. “Antes, eu ganhava presentes, brincava bastante e saia passear para algum lugar. Agora, vou ficar em casa brincando”. Isso porque ele se preocupa com os avós, que moram com ele. “Eles são do grupo de risco. Temos que ter muito cuidado para nos proteger do coronavírus”, frisa.

Mesmo em casa, Tareq continua se divertindo bastante. “Temos que aproveitar enquanto somos crianças. A gente pode brincar o quanto quiser, diferente dos adultos, que precisam trabalhar”, ressalta ao enfatizar que a vida adulta é mais difícil por ter contas para pagar. “As crianças não podem reclamar, pois só precisam estudar e fazer as lições. E sobra muito tempo para se divertir”, finaliza. (Jéssica Nascimento)

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