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Esporte leva crianças a conhecer e superar seus próprios limites

Apesar da pouca idade, os pequenos levam o assunto a sério e se destacam em campeonatos e competições

Disciplina, foco e determinação. Todas essas características também fazem parte do dia a dia das crianças, principalmente se elas forem atletas. Apesar da pouca idade, os pequenos levam o esporte a sério e se destacam em campeonatos e competições ainda na infância. E para realizar o sonho de se tornar um grande campeão, elas superam os próprios limites ao conciliar os estudos com treinos, brincadeiras e diversão.

Uma delas é a tenista Alice Ghiraldi, de 11 anos, matriculada no 7º ano do ensino fundamental no Colégio COC Santa Rosália. A sorocabana descobriu sua paixão pelo tênis por meio de um jogo de videogame.

“Quando tinha 8 anos, eu jogava e fazia os movimentos simulando o jogo real. Minha amiga me convidou para fazer uma aula experimental de tênis. E eu gostei”, lembra. Desde então, Alice passou a aprimorar suas habilidades no esporte e um tempo depois já estava competindo. “Eu não sabia jogar direito no primeiro campeonato, mas sempre fui muito competitiva. Todos ganharam de mim. Então, decidi que iria treinar mais”.

Alice Ghiraldi, de 14 anos. Crédito da foto: Divulgação

E foi o que ela fez. “Comecei a melhorar. Fui ganhando os games, os sets e os jogos”. Em três anos de competições, Alice coleciona medalhas, troféus e títulos, inclusive internacionais.

Para conquistar o seu maior objetivo, ser a número 1 do mundo no tênis feminino, Alice treina todos os dias. A rotina da menina é bem corrida, com escola de manhã, treinos a tarde, natação, aulas de inglês e exercícios de prevenção e preparo físico a noite.

“Nos finais de semana participo dos torneios. Eu me divirto bastante. A minha alegria é competir”, conta ao destacar que já jogou até nos Estados Unidos. Agora, o objetivo de Alice é evoluir cada vez mais.

“Se eu tivesse desistido no primeiro campeonato, não estaria aqui. Hoje tenho a minha meta traçada, quero chegar nas Olimpíadas”, reforça.

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Lucas Darriba, de 10 anos, sonha em competir no BMX olímpico. Crédito da foto: Cortesia

O sorocabano Lucas Cardoso Darriba, de 10 anos, que estuda no 6º ano do ensino fundamental no Colégio Talentos, também sonha em competir nas Olimpíadas, mas como piloto de ciclismo BMX, modalidade popularmente conhecida como bicicross. E, segundo Lucas, esse sonho pode se tornar realidade em 2032, por conta da regra sobre idades e categorias. “Ainda tenho um longo caminho pela frente. Para ser um bom atleta, é preciso treinar bastante, se dedicar ao esporte e orar muito para Deus”, reforça ao contar que mantém uma rotina de treinos e exercícios.

O menino descobriu a paixão pelo bicicross aos 5 anos por meio do projeto social Clube Sorocabano BMX. “Meu pai levou eu e o meu irmão para a pista, acabamos gostando. Meu irmão parou, mas eu continuei”.

Com o tempo, Lucas foi pegando gosto pelo esporte, praticando e se destacando na modalidade. E o que começou como uma brincadeira, se tornou coisa séria. Hoje, Lucas já é bicampeão mundial e brasileiro, tetracampeão paulista e atleta revelação do Estado de São Paulo.

O garoto já viajou para vários países para competir, incluindo Estados Unidos, Bélgica, Colômbia e Azerbaijão. “Foi muito legal ganhar dois mundiais. Tenho conseguido superar os meus próprios limites. O sentimento de ganhar uma corrida é muito bom, você sente que conseguiu realizar um sonho”, afirma.

O mesatenista Felipe Yoshihoro, de 11 anos. Crédito da foto: Fábio Rogério (13/1/2021)

Há quatro anos disputando em competições oficiais, o mesatenista Felipe Yoshihoro de Melo Okano, de 11 anos, aluno do 7º ano do ensino fundamental no Colégio Ser, se esforça para um dia se tornar o melhor jogador do mundo.

Felipe começou a jogar aos 6 anos, seguindo os passos do pai, Fábio Okano, que entre vários títulos nacionais e internacionais foi vice-campeão mundial júnior de tênis de mesa. “Quando eu era pequeno, meu pai me levou para jogar um pouquinho, pra ver se eu me interessava”. Foi quando o menino pegou gosto pela coisa e começou a praticar.

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Desde então, Felipe tem se destacado em competições nacionais e internacionais. O pequeno atleta já representou o Brasil em outros países, como Porto Rico e Equador, onde foi campeão.

“Eu treino todo dia. Eu sempre penso positivo, que vai dar tudo certo e que vou me divertir. Pra mim é como uma brincadeira. Eu jogo com felicidade. Se eu perco, eu fico triste, mas faz parte. O importante é jogar”.

Nos últimos anos, mais do que medalhas e troféus, Felipe coleciona aprendizados, como a superação e a disciplina. “Para mim, o tênis de mesa é coisa séria. É algo que quero levar para vida”.

Rai Bertolazo, de 10 anos, é campeão de jiu-jítsu. Crédito da foto: Fernando Rezende (13/1/2021)

Assim como Felipe, o lutador de jiu-jítsu Rai Leonardo Gambary Bertolazo, de 10 anos, aluno do 6º ano do ensino fundamental no Colégio Mundo Novo, busca seguir carreira no esporte. “O meu sonho é ser campeão Pan Kids, em todas as faixas. E quando crescer, quero ser campeão do mundo de faixa preta”.

E para isso, o garoto segue empenhado nos treinos, desde os 8 anos, quando descobriu o esporte. Mas foi em 2019 que Rai começou a competir. Hoje, o menino é campeão brasileiro, sul-americano e mundial. “Eu me inspirei no meu pai, que é faixa preta em kung fu”.

Ainda no início da carreira, Rai já coleciona cinturões, troféus e medalhas. “Já lutei fora do Brasil, nos Estados Unidos”. Além dos treinos de jiu-jítsu, Rai também frequenta aulas de musculação, boxe e kickboxing. “Nos treinos eu tento dar o meu melhor. Me esforço ao máximo. É muito divertido. Acho muito bom, me dá disciplina”. Além de buscar sempre ocupar um lugar no pódio, Rai também busca superar os próprios recordes. “No jiu-jítsu, um lutador ganha por pontos ou finalização. O meu recorde foi finalizar uma luta em seis segundos”, comemora.

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Já os irmãos de Pilar do Sul, Guilherme Arsilla Bom, de 12 anos, e Gustavo Arsilla Bom, de 9 anos, que estudam no colégio Amorim, de Tatuapé, aproveitaram a intimidade com a bola para se dedicar ao futebol. Quem deu o pontapé inicial no esporte foi o irmão mais velho, Guilherme, que aos 5 anos ingressou em uma escolinha de futebol em Sorocaba.

Desde então, o garoto tem se empenhado para conquistar seu objetivo: se tornar um jogador de futebol profissional. Hoje, o menino faz parte do time de futsal e futebol do Sport Club Corinthians Paulista. “É um sonho realizado. A parte mais legal é que eu pratico quase todo dia a coisa que mais gosto de fazer, que é jogar bola”.

Assim como Guilherme, Gustavo começou a jogar bola bem novinho, com 4 anos. “Eu copiei meu irmão”, brinca. Hoje, Gustavo, que já jogou no time do Magnus Futsal, faz parte da equipe sub-10 do Guarulhense, de Guarulhos.

“Quando eu crescer, quero seguir nessa carreira, estou treinando para isso”. Para alcançar bons resultados, os dois seguem uma rotina de treinos e acompanhamento nutricional e fisioterapêutico. Apesar de todas as responsabilidades, Guilherme e Gustavo, que se mudaram para a Capital com a família, se divertem muito nos treinos e nos jogos. “A gente brinca bastante. Nossa diversão é jogar bola. É o que mais gostamos de fazer”, apontam. (Jéssica Nascimento)

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