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Degelo no Ártico ameaça os cães da Groenlândia

Animais estão sofrendo os efeitos do aquecimento global, que tem provocado o derretimento das geleiras
Degelo no Ártico ameaça os cães da Groenlândia
Crédito da foto: AFP / Jonathan Nackstrand

O robusto e resistente Cão da Groenlândia — uma espécie chamada Gronlandshund, bem parecida com o Huskie — há séculos é o melhor companheiro dos caçadores da ilha, que fica entre o Atlântico Norte e o Oceano Ártico.

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Ele arrasta trenós no meio do deserto de gelo durante os meses de inverno, quando a temperatura por lá pode cair a menos 35°C. Normalmente, as geleiras ocupam 85% do território da Groenlândia.

Mas esses animais estão sofrendo os efeitos do aquecimento global, que tem provocado o derretimento das geleiras. Com a temperatura mais quente, o gelo já não está mais espesso como antes e começa a derreter no início de maio, em vez de junho ou julho.

“Antes, no inverno, podíamos andar de trenó por quatro ou cinco meses”, lembra Kunuk Abelsen, um jovem caçador, mas “agora são apenas três meses”. Kunuk tem 22 cães e filhotes e fala que eles fazem parte de sua identidade. “Não temos campo de futebol, nem piscina, mas podemos viver na natureza”, diz ele.

Com a diminuição do gelo, também há menos cães por lá. Em 2016, estimou-se que na Groenlândia havia 15 mil cães — em 2002 eles eram 25 mil. Mas os moradores estão tentando evitar que o problema no meio ambiente também afete a tradição dos moradores do local. “Se parássemos de usar os cães, perderíamos uma parte importante de nossa cultura”, diz Kunuk.

O Cão da Groenlândia é considerado uma das raças mais antigas do mundo. Os machos chegam a medir 68 centímetros e a pesar até 32 quilos. Para aguentar as baixas temperaturas, possuem duas camadas de pelos: uma interior, macia, e outra exterior, densa e lisa. (Da Redação, com informações de Tom Little — AFP)

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