Cruzeirinho

Crianças aprendem a olhar, sentir e cuidar da natureza

Essa foi a lição aprendida por alunos do CEI-44, que se transformaram em pequenos exploradores
Olhar, sentir e cuidar da natureza
Na hora de sentir na pele a natureza, a criançada usou os pés. Crédito da foto: Erick Pinheiro

Na sua escola tem árvores? Já reparou se tem aranha, caracol, passarinho ou joaninhas? O que você encontra ali que pertence à natureza? No CEI-44 Luis Ribeiro, localizado na Vila Carvalho, as crianças quiseram saber mais sobre as plantas e os bichos que vivem naquela unidade escolar e o resultado é que eles pesquisaram bastante sobre o tema durante o projeto Pequenos Exploradores.

Sabe como foi? Bem divertido! Eles tiveram de sentir a natureza na própria pele! Isso mesmo. Crianças com idades entre 3 e 4 anos passearam pela escola, primeiro enumerando quantas árvores e de quais tipos moram no CEI-44. Descobriram que são 34, entre elas tem Coqueiro, Ipê-rosa, Flamboyant, Primavera, Mangueira… Aí eles fizeram um cartaz onde “carimbaram” seus próprios pés, que representam cada pé de árvore. Também fizeram desenhos sobre a natureza usando carvão, urucum, açafrão, terra e pó de café. E aí é que veio a parte mais, digamos, difícil. Isso mesmo porque todos tiveram seus olhos tampados e a missão era pisar em folhas, galhos, sementes e ir identificando do que se tratava. A parte mais fácil e gostosa foi pisar na água. Já a mais difícil foi ter de encarar as tampinhas de garrafa PET.

Tudo isso foi elaborado pela professora Marta Crepaldi Roccon, da Creche 3. Durante o percurso sensorial, a ideia era pisar descalço e a maioria topou. Apenas alguns alunos não se sentiram à vontade para tirar o tênis, mas tudo bem também. Foi o caso de Enrico Barros de Paula Silva, 4 anos. A parte boa é que Enrico não sentiu os pés doerem em contato com as tampinhas!

Olhar, sentir e cuidar da natureza
As salas de aula da escola ficaram lindas e coloridas com tantas atividades. Crédito da foto: Erick Pinheiro

Já Emilly Barros Lisboa, 4 anos, ensinou que se dói os pés e não é bom para pisar, também não é bom para a natureza, por isso não se deve jogar tampinhas no chão. “Só não consegui adivinhar o graveto porque eu estava com o olho tampado”, conta.

Lívia Ferreira Aranha, 4 anos, disse que gostou muito de pisar na água. Ela aprendeu sobre a importância desse líquido para o meio ambiente. “Se não tiver água a gente morre.”
Emilly completou dizendo que tem de ter água no mundo para poder lavar as mãos, nadar e beber.

Já Matheus Alves Marcolino, 3 anos, afirma que gostou mais de pisar na semente. Como parte da atividade, os alunos plantaram semente de girassol em um vasinho, que fica lá na escola e são eles que cuidam. Também plantaram semente de feijão e essa levaram para cuidar em casa. “As árvores são importantes para a gente respirar”, acrescentou Matheus.

Esculturas feitas com muito capricho e carinho

Girafa e elefante são algumas das esculturas feitas pelas crianças do Pré-2 em parceria com seus pais. O elefante deu pra ver que é bem fácil de fazer (aliás ficou uma fofura!). O corpo foi feito com um galão de água de 20 litros; para a tromba, foi usada mangueira de máquina de lavar; os pés são de garrafas PET pequenas; e por fim as orelhas foram feitas com toalhas de papel. Aí bastou pintar tudo de cinza e pronto! As crianças amaram.

Para a girafa, foram usadas caixas de papelão de dois tamanhos diferentes, uma maior e outra menor. Canos de papelão serviram para o pescoço e as pernas. Os outros detalhes, como olhos e orelhas, foram feitos com papelão. Também fez sucesso! Esses trabalhos foram feitos pela turminha da professora Taís Leme da manhã.

Já no período da tarde a professora Ana Paula de Souza, trabalhou os temas natureza e família com obras de Romero Britto e Tarsila do Amaral.

Olhar, sentir e cuidar da natureza
Leonardo, Miguel e Sophia curtiram o elefante e a girafa. Crédito da foto: Erick Pinheiro

Ao saber que seria entrevistado para o Cruzeirinho, Leonardo Jorge Nicoliche, 6 anos, ficou bem feliz porque ele sonha ser famoso. “Estou criando meu próprio canal no YouTube”, contou. O tema será tudo o que envolve piscina porque Leonardo ama nadar. Durante a atividade, ele disse que fez um passarinho e desenhou sua família. “É bom gostar da natureza porque ela é do bem. Só faz coisas boas para nós”, disse.Sophia Silva de Freitas, 6 anos, concordou com o amigo. Ela também desenhou a família e fez um caracol. Miguel Martins disse o que achou da atividade. “Aprendi que a família é importante e que não podemos matar a natureza. Já matei formigas mas agora vou defendê-las, só aquela que pica que não vou ajudar”, comenta.

A orientadora pedagógica Francine Lira lembra que cada professora trabalhou o tema Pequenos Exploradores de acordo com a faixa etária. Durante o ano, foram planejadas atividades em todas as áreas do conhecimento: artes visuais, linguagem oral e escrita, música, matemática e movimento.

Joaninhas e poema

Olhar, sentir e cuidar da natureza
Vitória, Felipe, Maria Vitória, Lorrane, João Pedro e Pedro com as suas joaninhas. Crédito da foto: Erick Pinheiro

Elas são pequeninas e muito vaidosas, por isso sempre estão enfeitadas com cores e bolinhas. Não há quem não se encante com a delicadeza desses pequenos insetos. Estamos falando das joaninhas! Elas cuidam da saúde das folhas comendo bichos que são nocivos para as plantas. As joaninhas simbolizam felicidade, sorte e serenidade. E foi principalmente sobre elas que as crianças do Pré-1, da professora Patrícia Lopes Scinocca Moretto, fizeram atividades. Todos confeccionaram suas joaninhas, estudaram sobre a natureza e ainda aprenderam o poema “Sombra boa”, de Manoel de Barros — e fizeram questão de cantar para a reportagem!

As mais entusiasmadas com o trabalho escolar foram Vitória Cruz Lima, 5 anos e Lorrane Rafaelly Zanella de Paula, 5 anos. As duas falaram sobre a importância da natureza. “A natureza dá frutas pra gente, por isso não podemos maltratá-la… Ela é boazinha, é nossa amiga, então por que a gente vai matar?”, disseram, juntas.

Maria Vitória Pedroso de Lima da Silva, Felipe Machado Antonio, João Pedro Soares da Rocha e Pedro Santos Talher, todos de 5 anos, também estavam felizes com tudo o que aprenderam.

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