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Coluna É o bicho: pato-mergulhão, uma ave rara e ameaçada

Esses patinhos nasceram no dia 8 de julho no Zooparque da cidade de Itatiba
Uma ave rara e ameaçada
Mamãe pata e os quatro filhotes que nasceram em Itatiba. Foto: Divulgação

A mamãe pata e seus quatro filhotes parecem formar uma cena comum da natureza, não é mesmo? Mas não nesse caso. Isso porque esses aí da foto são da espécie pato-mergulhão, uma das aves aquáticas mais raras e ameaçadas do mundo. Hoje existem somente 250 deles na natureza.

Esses patinhos nasceram no dia 8 de julho aqui no Brasil, no Zooparque da cidade de Itatiba — e foi a primeira vez, também, que isso aconteceu por lá, o que deixou os biólogos e cientistas que trabalham para a preservação da espécie muito contentes. Eles fazem parte do Plano Nacional de Conservação (PAN) Pato-Mergulhão, coordenado por uma instituição do governo brasileiro chamada Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e trabalham duro para que esses simpáticos patos nunca deixem de existir.

Um total de 21 patos-mergulhões adultos moram hoje no Zooparque de Itatiba, que é a única instituição do mundo que mantém essa espécie em cativeiro. Até por isso, os cuidados com eles são muitos. Eles vivem em recintos fechados, mas não podem ser visitados pelo público. Sua “casa” é numa área com lagoa, água corrente, vegetação e troncos de madeira. Todos os dias eles comem ração e filhotes de peixes.

Antes de começarem a desaparecer da natureza, principalmente por causa dos impactos no meio ambiente, os patos-mergulhões podiam ser encontrados na Serra da Canastra e Patrocínio, em Minas Gerais, na Chapada dos Veadeiros, em Goiás, e no Jalapão, no Tocantins. E o principal desses impactos é a poluição das águas. O nome pato-mergulhão vem da necessidade que essa ave tem de águas limpas e transparentes. Isso porque ela se alimenta somente de peixes e precisa ter boa visibilidade debaixo d’água para conseguir mergulhar e caçar. Os mergulhões gostam de rios com corredeiras e vegetação nas margens e são extremamente prejudicados quando acontece a degradação das águas — não só a poluição, mas qualquer modificação na estrutura dos rios, na paisagem, na vegetação ribeirinha, ameaçam essa espécie.

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