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Estado de São Paulo é o primeiro a aderir ao Pisa-S

Alunos da 1ª série do Ensino Médio participarão da rede internacional de avaliação de desempenho escolar



Estado de SP é o primeiro a aderir ao Pisa-S
Serão 300 escolas selecionadas para participar no Estado, somando um total de 25 mil alunos – Foto: Erick Pinheiro (11/11/2014)

São Paulo é o primeiro Estado brasileiro a aderir ao Pisa for Schools (Pisa para Escolas). O lançamento ocorreu nesta quinta-feira (13), durante conferência internacional realizada na Fundação Cesgranrio. De um total de 5,3 mil escolas estaduais, 300 serão selecionadas para participar. A prova envolverá cerca de 25 mil alunos da 1ª série do Ensino Médio. Com o exame, a Secretaria Estadual da Educação quer avaliar os níveis de proficiência em Matemática, Ciências, Português e Leitura entre os estudantes de 15 anos. Conforme o órgão, ainda está sendo feito um estudo para definir quais escolas participarão.

O Programa Internacional de Avaliação de Alunos (em inglês: Programme for International Student Assessment — Pisa) é uma rede mundial de avaliação de desempenho escolar, que dá nota para o sistema de ensino de cada país participante. É coordenado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com vista a melhorar as políticas e resultados educacionais. Esse exame existe desde o ano 2000. Já o Pisa para Escolas, ao qual o Estado acaba de adeir, é mais específico e quer produzir resultados individuais das escolas, para embasar políticas públicas locais.

O Pisa para Escolas (Pisa-S) é realizado desde 2012 e possibilita também a análise e a comparação do desempenho de alunos de instituições de diferentes países. O Pisa-S já foi aplicado em mais de 2,5 mil escolas de 11 países e pode ser feito em vários idiomas. Em São Paulo, os resultados poderão fornecer importantes subsídios para as tomadas de decisão da Secretaria da Educação com o intuito de melhorar a educação.

Cada escola participante do Pisa-S recebe um relatório detalhado, com evidências sólidas acerca dos fatores que afetam o seu desempenho e com indicações de como promover a melhoria da aprendizagem para todos os estudantes. Os relatórios individuais de cada escola são de domínio da instituição ou rede de ensino, e não é permitido divulgar os resultados obtidos sem autorização expressa dos gestores escolares.

O Brasil participou pela primeira vez em 2017, mas por meio de um projeto piloto financiado pela Fundação Lemann. Algumas escolas foram selecionadas para participar, e grande parte estava em Sobral, no Ceará, cidade considerada exemplo de educação pública brasileira. Os resultados mostraram que elas tinham as notas em Leitura mais altas do Brasil e uma delas estava acima da média dos países que integram a OCDE, que reúne as maiores economias do mundo. Alunos da França e da Suécia, por exemplo, se saíram pior que os adolescentes de uma das escolas do município cearense. Já em Matemática, as escolas tiveram notas acima do Brasil, mas abaixo da média da OCDE.

Adesão é livre, porém tem um custo

Qualquer rede ou escola pode aderir ao exame. A adesão é paga, mas, segundo o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, os valores ainda serão negociados e a estimativa é de uma despesa de R$ 2 milhões. O ministro diz não se preocupar com resultados positivos ou negativos. “Não temos expectativa nem para uma nota acima nem abaixo da brasileira, mas sim aprender a usar o resultado. Vamos participar para fazer uma apreciação e ter uma referência efetiva de onde estamos”, disse Rossieli.

Como funciona a prova

A aplicação do Pisa para Escolas é feita por instituições credenciadas pela OCDE. Em São Paulo, ela ocorrerá por meio Fundação Cesgranrio, com previsão para novembro. A prova é digital e contará com 141 itens. Os alunos terão duas horas para responder perguntas de leitura, matemática e ciências, e mais 30 minutos para preencher um questionário que procura coletar informações sobre o histórico escolar, o contexto socioeconômico dos alunos, suas oportunidades, ambientes de aprendizagem, além do engajamento e atitudes dos estudantes com relação ao ensino. Também são avaliadas as habilidades socioemocionais, como resolução de problemas e pensamento crítico. O Pisa para Escolas também mensura a percepção das relações entre professores e alunos.

Pisa mundial

A prova mundial do Pisa é realizada de três em três anos, desde 2000, em cerca de 70 países do mundo. A última foi feita em 2018 e os resultados devem sair no fim deste ano. O Brasil participa desde a primeira edição e aparece sempre entre as dez últimas colocações dos rankings internacionais. Finlândia, Estônia e Cingapura estão à frente. Ao longo dos anos, a prova ganhou tamanha importância que seus resultados passaram a influenciar políticas públicas no mundo todo. (Da Redação, com informações de Estadão Conteúdo)

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