MISTÉRIO NO MUSEU
A meia que sobreviveu 1.500 anos
Imagine abrir uma gaveta e encontrar uma meia que alguém usou há mais de mil anos. Parece impossível, mas um museu na Escócia guarda uma meia de lã que foi produzida no Egito entre os anos 300 e 600, ou seja, há aproximadamente 1.500 anos!
A peça tem listras de diferentes cores e um detalhe que chama bastante a atenção: a parte dos dedos é dividida em duas. O dedão ficava de um lado e os outros quatro dedos, do outro.
Os pesquisadores acreditam que a meia foi feita dessa maneira para ser usada com sandálias que tinham uma tira passando entre os dedos. Assim, a pessoa conseguia usar a meia e a sandália ao mesmo tempo.
A meia foi produzida com uma técnica que utilizava uma única agulha, parecida com o tricô, mas diferente da forma como fazemos peças de lã atualmente. Ela foi encontrada na região de Akhmim, no Egito, e conseguiu ser preservada graças às condições secas do ambiente.
Mas o tempo deixou suas marcas. Quando chegou ao museu, a peça estava muito frágil e tinha 11 furos. Para conservá-la, especialistas trabalharam durante 105 horas para cuidar das fibras e recuperar seu formato.
Hoje, a meia é guardada pelo Museu Nacional da Escócia e só é exibida de vez em quando para evitar que as cores desapareçam com a luz.
O mais curioso é pensar que, há cerca de 1.500 anos, alguém colocou essa meia no pé para sair por aí. Quem era essa pessoa? Para onde ela estava indo? Essas respostas provavelmente ficaram perdidas no tempo.
Mistério: se essa meia pudesse contar uma história, o que você gostaria de perguntar a quem a usou? (Da Redação)