Brinquedos
Quando a imaginação ganha vida com as pelúcias
Mais do que brinquedos, bichinhos de pelúcia estimulam a criatividade, oferecem conforto emocional e acompanham as crianças em momentos marcantes da infância
Os brinquedos são como uma chave que abre a caixinha da imaginação. O quarto ou a sala podem se transformar em escolas, restaurantes, florestas ou bosques encantados. O chão vira lava de vulcão, os animais ganham superpoderes, os bonecos voam, com asas ou não, lançam raios e teias. Tudo depende do cenário, da narrativa e da criatividade do dia. Embora muitas brincadeiras sejam inspiradas em filmes, jogos e desenhos, o tempo livre, longe dos grandes estímulos das telas, pode ser uma excelente oportunidade para a imaginação florescer.
Entre tantos brinquedos, os bichinhos de pelúcia ocupam um lugar especial na infância. Para muitas crianças, eles representam muito mais do que simples companheiros de brincadeira.
É o caso de Achiles Caravaes, de 6 anos. “É mais que um brinquedo, é tipo um amigo”, diz o menino. Ele ainda se lembra com carinho do primeiro companheiro de pelúcia, um cavalinho que o acompanhava todas as noites. ‘Era um cavalinho e ele ficava toda vez na minha cama. Toda noite eu ia dormir com ele”, recorda.
Hoje, o melhor amigo de pelúcia de Achiles é uma mini onça-pintada. Mas ela não está sozinha: toda a turma de pelúcias participa das brincadeiras. ‘Eu arrumo eles e brinco de escola‘, conta.
A professora Katherine Barros Santos, mãe de Achiles, lembra que o interesse do filho pelas pelúcias começou ainda com um ano de idade, quando ganhou um ursinho da avó. Segundo ela, esses brinquedos desempenham um papel importante em diferentes fases do desenvolvimento infantil.
“A textura macia proporciona um contato físico que transmite aconchego e ajuda a acalmar, além de chamar a atenção das crianças. As pelúcias também oferecem uma sensação de proteção, principalmente na hora de dormir, como aconteceu quando ele foi para a cama nova”, explica.
Ela também relembra o significado especial do cavalinho de pelúcia durante um momento delicado da infância do filho.
“O cavalinho de pelúcia teve um significado muito especial quando ele precisou ficar internado por causa de uma pneumonia. Ter a pelúcia no hospital trouxe apoio emocional e tornou o ambiente mais acolhedor para ele. A partir dessa experiência, os bichinhos de pelúcia passaram a ter um significado ainda mais importante. Hoje, aos 6 anos, ele continua gostando de mantê-los por perto no quarto e também brinca com eles”, afirma.
A empresária Caroline Oliveira Scotto Scudeler conta que a filha, Pietra Oliveira Scudeler, de 8 anos, já tinha bichinhos de pelúcia antes mesmo de nascer. Uma ovelhinha que emitia sons para acalmar bebês foi a primeira integrante da coleção. O carinho pelas pelúcias surgiu ainda na primeira infância e, segundo a mãe, também é uma lembrança afetiva que ela própria guarda da infância.
Pietra diz que sempre gostou das pelúcias. “Na minha lembrança, minha primeira pelúcia foi um dinossauro. Tenho ele desde quando eu era um bebê”, lembra.
Com a imaginação sempre em ação, a menina cria diferentes histórias durante as brincadeiras. “Brinco de cabeleireira. Gosto de pentear a cabeça das pelúcias e de tomar chá”, diz.
Ela também tem seus companheiros favoritos. “Gosto de pelúcias de animais e bonecas, mas as minhas preferidas são um Leãozinho e o George, da Peppa Pig”, completa.
Seja para inventar histórias, enfrentar um momento difícil ou simplesmente fazer companhia na hora de dormir, os bichinhos de pelúcia continuam ocupando um lugar especial na infância. Entre abraços, aventuras e muita imaginação, eles mostram que um simples brinquedo pode guardar grandes lembranças.
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