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Melhores amigos

Adoção: um ato de amor que transforma vidas

Além de dar um novo lar a cães e gatos, a convivência com os pets cria lembranças inesquecíveis

11 de Julho de 2026 às 21:18
Thaís Verderamis [email protected]
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. (Crédito: CORTESIA)

Chegar em casa vira uma festa. Seu melhor amigo — ou seus melhores amigos — espera com uma alegria incomparável. Durante o dia, há sons de patinhas pelo chão, brinquedos com apito que fazem barulhinhos divertidos, focinhos cutucando braços e pernas em busca de carinho e até um corpinho peludo subindo no colo.

A vida muda quando quatro patinhas entram para a família. Na casa de Mateus Francisco Lopes Corrêa, de 12 anos, e de Manuela de Oliveira Santos Corrêa, de 5 anos, são seis amiguinhos: três gatinhos e três cachorrinhos. Cinco foram adotados e um foi doado.

A professora e mamãe da turma, Cristiane de Oliveira Santos Corrêa, de 38 anos, nunca teve bichinhos na casa dos pais e quis que os filhos tivessem essa experiência. O primeiro membro da família foi o Two. A família o encontrou abandonado na rua e o adotou. Depois veio o Snoopy, um clássico brasileiro: o vira-lata caramelo. Durante a mudança para a casa nova, ele entrou no imóvel e foi ele quem “adotou” a família.

Depois chegou a Sophia, a primeira gatinha da turma. Um carro passou pela rua onde mora a sogra de Cristiane e jogou o filhote pela janela. A Nina foi a segunda gatinha. Ela também apareceu abandonada no condomínio, teve cria, a família a adotou, ajudou a doar os filhotes, providenciou a castração e a acolheu.

O Café tem uma história um pouquinho diferente. O gato preto era um sonho de Cristiane. Ele foi encontrado na rua, no mato, chorando, sozinho e ainda filhotinho. Nunca tinha tido contato com pessoas. Cristiane e Mateus o resgataram com muita paciência e, hoje, ele é um dos xodós da família. Já o Cacau foi doado por uma amiga e completou a turma.

Mateus tinha apenas dois anos quando o primeiro peludinho chegou à família e nem se lembra da vida antes dos animaizinhos. Manuela nem chegou a conhecer essa realidade, pois, quando nasceu, a casa já era cheia. Os irmãos são apaixonados pelos companheiros de quatro patas.

A vida é diferente com os bichinhos. Segundo Mateus, “a casa com bichinho chega a ter até mais animação. Eles trazem carinho. Fazem parte do nosso dia a dia. A nossa vida já é boa, mas, com bichinho, chega a ser melhor ainda, porque eles conseguem completar o nosso dia”, conta.

Manuela também tem suas partes favoritas em ter animais em casa. “Eu gosto de dar comida, dar água. Eu gosto de brincar de bolinha e de correr”, comenta.

Ter um animalzinho em casa, além de todos os momentos felizes, também ensina empatia e responsabilidade desde cedo. “A questão da responsabilidade é muito importante. O animal traz esse aprendizado porque precisa ser alimentado. Tem que limpar a areia ou o quintal, manter a carteira de vacinação em dia e levá-lo para passear. Então, é preciso organizar o tempo para cuidar dele. Aprender isso desde pequeno é ótimo”, explica Cristiane.

Companhia

Fredy Teodoro Lima, de 5 anos, é filho único. A professora e mamãe Fabiane Ribeiro adotou duas amiguinhas para Fredy: a gatinha Miah e a cadelinha Estopinha. Fredy conta que é o irmão mais velho do trio.

As duas vieram de feiras de adoção e trouxeram ainda mais alegria para a casa. “Eu gosto porque é muito melhor ter duas companhias. É a melhor coisa do mundo, porque eu não tenho irmão”, diz Fredy.

A Estopinha arrasa no entretenimento e a Miah é muito carinhosa. “Da Estopinha eu gosto porque ela brinca de bolinha comigo e também adora pular no sofá. Da Miah eu gosto quando ela deita na minha barriga e faz massagem. Eu amo as bochechas dela porque ela é muito fofa, adora carinho e também faz carinho em mim”, destaca o pequeno.

Fabiane teve bichinhos quando criança. Em 2018, adotou a Miah. Depois que Fredy completou quatro anos, adotou também a Estopinha, que é mais brincalhona.

A presença dos bichinhos ajuda a ensinar muitas coisas ao menino. “Ainda mais por ele ser filho único. Tanto com a Miah quanto com a Estopinha, eu divido as tarefas e explico que elas são como crianças: precisam brincar e receber atenção. Às vezes ele se empolga, então eu digo que é preciso tomar cuidado para não machucar. Desde pequeno ele tem esse olhar carinhoso para os bichinhos”.

Adoção

Em Sorocaba, há muitas feiras de adoção, onde as pessoas podem escolher e levar para casa um novo melhor amigo, gratuitamente. Os bichinhos podem ter sido resgatados das ruas, ser filhotes de animais abandonados ou estar nos canis pelos mais diversos motivos. A adoção representa uma oportunidade de oferecer uma nova vida, cheia de alegria, dignidade e carinho.

De acordo com Fabiane, “eu sou a favor da adoção. Eles são muito carinhosos e retribuem de uma maneira muito bonita, que não tem preço”, explica.

Já Cristiane reforça a importância da adoção. “Na minha opinião, nós temos as duas alternativas. No entanto, talvez adotar seja a melhor delas, porque podemos dar uma oportunidade para esses animais, acolhendo-os na nossa casa, no nosso lar e na nossa vida”, afirma.

Com olhinhos que, às vezes, revelam um passado triste e, em outras, demonstram curiosidade e esperança, o seu melhor amigo pode estar a apenas uma adoção de distância. Uma escolha capaz de transformar duas vidas e criar memórias, boas risadas, carinho e um amor incondicional.


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