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Iniciativas

Crianças espalham alegria com chocolates e solidariedade na Páscoa

Projetos em escola e iniciativas em família mostram como pequenos gestos podem fazer grande diferença

04 de Abril de 2026 às 19:06
João Frizo [email protected]
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. (Crédito: ARQUIVO PESSOAL)

Crianças de Sorocaba estão mostrando que a solidariedade também começa cedo. Entre a produção de ovos de chocolate e a arrecadação de doces, iniciativas têm levado alegria a outras crianças nesta Páscoa.

Na E.E. Prof. Ezequiel Machado Nascimento, no Jardim Santa Rosália, alunos participam de um projeto que une aprendizado e solidariedade. A iniciativa surgiu no início do ano dentro das eletivas, atividades que integram diferentes áreas do conhecimento ao dia a dia dos estudantes.

A proposta foi conectar conteúdos de língua portuguesa e matemática à produção de ovos de chocolate. Durante o processo, os alunos trabalham desde a leitura de receitas até conceitos como frações, medidas, soma e divisão.

“A gente trabalhou leitura de receitas, frações, soma e divisão dentro do projeto”, explica a coordenadora Marília Campos Araújo. Segundo ela, a ideia foi transformar o aprendizado em algo prático e com significado. “A gente tentou associar o conteúdo a uma ação que também tivesse impacto social.”

Antes de colocar a mão na massa, a escola organizou uma arrecadação com apoio de professores e familiares para garantir os ingredientes. Depois, foi feito um levantamento para definir quantas crianças seriam atendidas.

Todos os ovos foram produzidos na própria escola, em uma cozinha pedagógica, com os alunos divididos em grupos de até 10 participantes. Ao todo, foram feitos 120 ovos de chocolate, que serão destinados a instituições sociais do município, como a Casa do Menor e Crianças de Belém.

“A gente fez todo um planejamento para conseguir atender essas crianças”, completa a coordenadora.

Entre a expectativa e a descoberta

O projeto envolve diferentes turmas, e nem todos os alunos já participaram da produção, o que aumenta a expectativa. “Eu ainda não fui para a cozinha, mas acho que vou”, conta a aluna Allana Ferreira Lima, do 6º ano.

Para quem já participou, a experiência foi cheia de descobertas. “Foi muito legal, eu nunca tinha cozinhado algo diferente”, diz o aluno Matheus Ortolano Coloni, também do 6º ano. “Acho que fiz uns seis ovos”, lembra. Nem tudo foi fácil. “A parte mais difícil foi lavar a louça, porque tinha bastante chocolate”, brinca.

Mais do que chocolate

Para a aluna Laura Ghirardi Coloni, do 6º ano, o projeto vai além da cozinha. Para ela, a experiência também envolve empatia. “Eu acho muito boa essa iniciativa de doar para pessoas que precisam”, afirma.

A estudante lembra que nem todas as crianças têm acesso ao mesmo que ela. “Eu tenho condições de ter chocolate, mas tem gente que não tem.” Mais do que a produção, o que mais marcou Laura foi o sentimento. “Não é só fazer chocolate e dar para as pessoas, é sobre o carinho”, diz.

Uma campanha que cresce a cada ano

Além da iniciativa da escola, a solidariedade também partiu de casa. Pelo segundo ano consecutivo, os irmãos Théo Fongaro Costa, de 12 anos, e Gael Fongaro Costa, de 8, organizaram uma arrecadação de caixas de chocolate para doação.

A campanha começou de forma simples, mas ganhou força com o apoio da família e da comunidade. Os irmãos mobilizaram amigos, parentes e vizinhos, além de divulgar a ação nas redes sociais com ajuda dos pais.

Neste ano, a arrecadação superou as expectativas: foram 777 caixas de Bis, mais do que as 600 do ano passado. “Foi para ajudar as crianças do Monteiro Lobato a terem uma Páscoa mais feliz”, conta Théo. “O que eu mais gostei foi ver as pessoas ajudando”, diz.

Gael acompanhou tudo de perto. “Eu ajudei meu irmão na arrecadação e contando os Bis”, conta.

Para Théo, a experiência trouxe mais do que números. “Eu me senti feliz e importante ajudando outras crianças.” Já Gael comemora: “Todo ano a gente consegue bater a meta.”

Solidariedade que transforma

Seja dentro da escola ou fora dela, as iniciativas mostram que atitudes simples podem causar grande impacto. Mais do que chocolates, as ações levam carinho, empatia e a chance de fazer a diferença.

 

 

 

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