Atividades
Crianças descobrem a arte do circo em aulas de acrobacia, tecido aéreo e malabares
Alunos de diferentes idades participam de atividades que combinam brincadeiras, exercícios e técnicas do universo circense
Acrobacias, tecidos suspensos e malabares fazem parte da rotina de alunos da Usinarte Escola de Circo e Artes Culturais. Com turmas que vão desde o nível baby, para crianças de 4 a 6 anos, até aulas para adultos, os estudantes participam semanalmente de atividades que unem exercícios, brincadeiras e aprendizado das diferentes modalidades do circo — uma forma de celebrar também o Dia do Circo, lembrado em 27 de março.
Entre tecidos pendurados no teto, equipamentos de acrobacia e materiais de malabares, os alunos aprendem aos poucos movimentos que fazem parte do cotidiano dos artistas de circo. A rotina inclui aquecimento, exercícios nos aparelhos aéreos e atividades no chão.
Luísa Margonar Teles, de 8 anos, conta que uma das partes que mais gosta da aula é o tecido gota, um equipamento aéreo em formato fechado onde os alunos podem fazer movimentos suspensos. “Dá para se pendurar e se balançar”, explica. Depois dessa parte da aula, as crianças ainda participam de outras atividades, como exercícios de acrobacia.
Cecília Rodrigues, de 10 anos, é uma das alunas com mais tempo na escola. Ela começou quando ainda era pequena. “Eu entrei com cinco anos. Não sabia fazer nada”, lembra. Hoje, além dos movimentos no tecido, ela também gosta das brincadeiras que fazem parte das aulas. “Eu gosto das brincadeiras que ela faz. Tem queimada, ninja e Tarzan”, conta. Na dinâmica chamada “Tarzan”, por exemplo, os alunos precisam se deslocar entre tecidos suspensos sem encostar no chão.
Yuri Camargo Mascarenhas, de 9 anos, também participa das aulas e diz que continua frequentando porque entende que a atividade é importante. “É mais importante fazer”, afirma. Durante os treinos, ele pratica posições no tecido e exercícios que ajudam no equilíbrio e na força.
Já Micaela Salvador, de 9 anos, prefere as atividades feitas no chão. “Acrobacia”, responde ao falar sobre a parte da aula que mais gosta. Para ela, os treinos ajudam no desenvolvimento físico. “Tenho ficado mais forte e mais ágil”, diz.
As aulas são conduzidas pela professora de circo ElaÍne Alves, conhecida pelos alunos como Lay. Segundo ela, a proposta das aulas é apresentar diferentes modalidades do circo para as crianças. “Essa turma é de circo. As modalidades que oferecemos são aéreos, acrobacia e malabares. A gente trabalha um pouco de cada coisa dentro do circo”, explica.
Cada aula tem cerca de uma hora e meia de duração e segue uma sequência de atividades. O encontro começa com uma roda de conversa entre os alunos e a professora. Depois, o grupo faz o aquecimento, que normalmente acontece por meio de brincadeiras que ajudam a desenvolver coordenação, agilidade e atenção. “Depois nós vamos para os aéreos e, na sequência, para a sala de acrobacia e malabares”, conta a professora.
Nos aparelhos aéreos, os alunos utilizam equipamentos como tecidos, lira — que lembra um bambolê pendurado — e trapézio. Já nas atividades de malabares, as crianças trabalham com diferentes objetos e costumam escolher um deles para treinar durante um mês inteiro.
Segundo Lay, esse método ajuda no aprendizado. “Se eles trocam de malabar toda aula, não conseguem desenvolver. Então escolhem um e treinam durante o mês”, explica.
As turmas da escola são divididas por idade. Há aulas para crianças pequenas, chamadas de baby, turmas infantis, além de grupos para adolescentes e adultos. Em cada etapa, os exercícios são adaptados de acordo com o nível dos alunos.
A professora destaca que muitos movimentos que parecem difíceis no começo acabam sendo aprendidos aos poucos. “Às vezes eles fazem exercícios simples e, quando percebem, já conseguem executar o movimento completo”, afirma.
Com o tempo, os alunos passam a realizar atividades que antes pareciam complicadas, como subir no tecido ou manter posições suspensas. Para muitas crianças, a aula de circo se torna um momento de aprendizado e também de convivência com os colegas, sempre em contato com elementos tradicionais do universo circense.
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