Jogo de estratégia
Xadrez, o jogo do rei
O xadrez parece ser simples: um tabuleiro quadriculado com dezesseis peças colocadas na frente de dois jogadores. Mas, quando se olha de perto, dá para perceber algo mágico acontecendo: na verdade, está acontecendo uma batalha épica para garantir a proteção do rei!
Esse jogo acaba se tornando algo muito especial: ele também pode ajudar a melhorar a memória e ensina sobre autoconfiança, responsabilidade, paciência e caráter. Regina Bonfim é dirigente do Xadrez Clube de Sorocaba (XCS), que ensina crianças, adultos e idosos a jogar. Ela comenta que perder uma partida, por exemplo, traz ensinamentos valiosos. “As crianças aprendem com isso, e esses aprendizados vão ajudá-las quando crescerem, seja como médicas, advogadas ou enfermeiras.”
Cada jogador começa com oito peões, duas torres, dois bispos, dois cavalos, uma dama e um rei. Para vencer, é preciso atacar o rei do adversário e colocá-lo em xeque-mate. Os times são divididos entre peças brancas e pretas, e cada jogador faz um movimento por vez.
Pedro Francisco Rodrigues de Almeida tem 8 anos e joga xadrez desde os 3 anos de idade. “Eu ganho, eu perco, eu empato. O legal é jogar.”
Pedro jogava sozinho com um dos livros de xadrez na mão, porque gosta muito de estudar e aprender coisas novas. Mesmo com bastante experiência, ele às vezes precisa parar e pensar antes de fazer sua jogada. Ele explica que, às vezes, é rápido para mover as peças, mas, se o tempo estiver acabando, fica mais lento.
É que o tempo também é algo importante no xadrez! Ele funciona como um limite para cada jogador fazer seus movimentos. Cada um tem uma quantidade de tempo total, controlada por um relógio especial de xadrez com dois botões. Quando chega a hora de jogar, o relógio começa a correr, e esse tempo deve ser usado para pensar e fazer a jogada. Depois de mover uma peça, o jogador aperta um botão no relógio para que o tempo do adversário comece a correr.
Parece difícil? Que nada! Regina Bonfim, que é responsável pelo clube, garante que é bem fácil de aprender. Ela diz que os alunos chegam sem saber jogar, mas logo pegam o jeito. E o xadrez, além de ser um jogo divertido, também ajuda a gente a crescer! A Regina explicou que perder uma partida ensina bastante. “As crianças aqui, enquanto brincam, aprendem sobre esforço e perseverança.”
Brincadeira e aprendizado
Raí Mariano Simão, de 12 anos, até confessou que foi um pouco difícil no começo, mas que hoje é apaixonado pelo xadrez. “Gosto da parte de sacrifícios e táticas, porque é uma forma de decorar, partida a partida, novas formas de ganhar. É muito bacana!”, ele contou com um sorriso no rosto.
Ele lembrou do dia em que começou: “Foi num dia de chuva, acho que a energia acabou, e meu pai me mostrou o tabuleiro, o jogo e algumas regras. Depois disso, comecei a jogar com mais frequência.”
E pode acreditar: Pedro de Almeida passou a jogar por causa do pai também! “Ele estava aprendendo, foi me ensinar e eu curti.”
Até dá para jogar xadrez no computador ou pelo celular, e Cauã Eduardo de Sá, de 11 anos, começou assim. Mas, como é um jogo tão legal, ele acabou pedindo para que o irmão mais velho mostrasse como é o tabuleiro de verdade.
Acabou que Cauã gostou tanto que voltou à internet, desta vez para assistir a vídeos e aprimorar suas jogadas. Foi assim, buscando mais informações, que ele encontrou o Xadrez Clube, no qual participa há mais de um ano. “É bem legal e bem complexo de jogar com muitas pessoas”, falou Raí.
Mais do que um jogo de estratégia, o xadrez tem servido como espaço de convivência. Entre uma jogada e outra, os alunos aprendem não só sobre táticas e movimentos, mas sobre a importância de pensar juntos — como peças diferentes que colaboram para alcançar um mesmo objetivo. (Layla de Oliveira)
Galeria
Confira a galeria de fotos